sexta-feira, dezembro 17, 2010

SANTA CRUZ- RIO – O 4º MAIOR PÓLO INDUSTRIAL DO BRASIL!

        Em Santa Cruz - Zona Oeste do Rio, não se nasce, não se morre mais! Santa Cruz é um bairro da cidade do Rio de Janeiro onde moram 250 mil pessoas. Incluindo seu entorno próximo - Paciência e Sepetiba - são quase 400 mil pessoas. Santa Cruz é o terceiro ou quarto pólo industrial mais importante do Brasil.
        Desde o início de 2009, o cartório de Santa Cruz está fechado. A partir daquela data, os registros de nascimento e de morte são feitos em Campo Grande, bairro a 15 km de Santa Cruz. Ou em outro município limítrofe, Itaguaí.
        Mas com o fechamento do Hospital Pedro II, desde 14 de outubro de 2010, os bebês não podem mais nascer fisicamente em Santa Cruz: a maternidade está fechada. Devem nascer em Campo Grande ou Itaguaí, ou sabe se lá aonde, não terá mais em suas fichas de nascimento a denominação do bairro em que suas famílias vivem.
        Da mesma forma, aquelas pessoas que, muito doentes, falecem num hospital. Se falecerem em casa, se registra o óbito em Campo Grande ou Itaguaí. Mas se vierem a falecer no hospital, fisicamente terão falecido em Campo Grande ou Itaguaí.
        Santa Cruz é o bairro de maior expansão populacional e de maior expansão industrial do Rio, e infelismente ainda tem área como deserto sanitário.
        Em época de eleições todos os políticos buscam votos na região, vão embora, e voltam 3 anos depois para pedir voto de novo - esta na hora daqueles que levaram os nossos votos dar um pouco de atenção á este bairro. Precisamos aprovar o PEU (Projeto de Estruturação Urbana), para tirar o engessamento do crescimento da região, reabrir e requalificar o Hospital Pedro II, ampliar o numero de salas de aulas nas escolas de 2º grau, capacitar e melhor salários dos professores, dar atenção aos médicos que trabalham nos posto de saude e no hopital, entre outras ações para dar dignidade aos moradores e profissionais que trabalham nas industriais ali instaladas.

domingo, outubro 24, 2010

BRASIL: POLÍTICA – MENTIRA E O ÓDIO QUE CEGA!!

        O Brasil dos 16 anos de crescimento, de bons governos, onde todos tiveram pontos fortes e pontos fracos. Um Brasil, que viu seu crescimento através de uma política forte de privatizações, de controle do cambio, de estabilização da moeda e de políticas sociais baseadas em programas de governo, focado nos pobres com contra partidas usando a educação e a saúde como pólo de irradiação destas ações.
        Na década de 80, Eu, trabalhava numa grande multinacional, fabricante de gases industriais e produtos criogênicos, onde tive condição de ver o quanto o Brasil estava afundando, pois através da empresa dava-se para avaliar a indústria brasileira indo de ladeira abaixo, pois fornecíamos produtos para todas as grandes empresas do ramo industrial e medicinal no pais, e as quedas nas vendas eram visíveis.
        A partir do inicio da década de 90, comecei a ver luz no fim do túnel e uma correnteza muito forte, em direção ao crescimento do nosso país. Como trabalhador da iniciativa privada, sempre acreditei que o Brasil, para crescer tinha que ter uma política bem agressiva de privatização de tudo aquilo que não deveria estar na mão de governo, evitando assim, as indicações políticas para cargos no primeiro e segundo escalão das mesmas, onde o desvio de conduta e a corrupção acontecem descaradamente.
        Pego uma carona num trecho da matéria da coluna do MERVAL PEREIRA – Jornal O Globo do dia 24/10/10, onde ele coloca com muita propriedade a questão da privatização de algumas empresas como CSN, Vale do Rio Doce e outras.
        "A privatização se deu no governo do hoje Senador eleito Itamar Franco que era contrário a idéia. Quem liderou a pressão para a venda (CSN) foi a Força Sindical, central que hoje esta integrada ao governo Lula. Com relação à privatização da Vale, a historia real é ainda mais estarrecedora. O governo teve uma ocasião perfeita para reverter à privatização da Vale, se quisesse. Foi em 2007, quando o Deputado Ivan Valente, do PSOL, apresentou um projeto nesse sentido que foi analisado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comercio da Câmara.
        O relator do projeto foi o deputado Jose Guimarães do PT, aquele mesmo cujo assessor fora apanhado com dólares na cueca num aeroporto na época do mensalão. Pois o relator petista votou pela rejeição ao projeto de Lei, alegando em primeiro lugar que - não há como negar que a mudança das características societárias da Companhia Vale do Rio Doce foi passo fundamental para estabelecer uma estrutura de governança afinada com as exigências do mercado internacional, que possibilitou extraordinária expansão dos negócios e o acesso a meios gerencias e mecanismos de financiamento que em muito contribuíram para este desempenho e o alcance dessa condição concorrencial privilegiada de hoje -.
        Jose Guimarães assinalou que com a privatização a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006.
        E o numero de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização – em 1996 eram 13 mil e em 2006 já superavam mais de 41 mil empregos. Também a arrecadação tributária da empresa cresceu substancialmente: em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil, cerca de 800 milhões de dólares ao cambio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização”.
        A privatização das empresas siderúrgicas começou com a extinção da empresa holding Siderurgia Brasileira S.A. – SIDERBRAS, após absorver os passivos das empresas subsidiárias. A primeira estatal privatizada, no dia 24 de outubro de 1991, foi a USIMINAS, siderúrgica mineira localizada no município de Ipatinga/MG, fato que gerou grande polêmica na época pois, das empresas estatais, ela era uma das mais lucrativas.
        O governo Lula, em continuidade à política econômica de Fernando Henrique e de Itamar Franco, foi responsável pela privatização de cerca de 2,6 mil quilômetros de rodovias federais, que foram a leilão em 9 de outubro de 2007. O grande vencedor do leilão para explorar por 25 anos pedágios nas rodovias foi o grupo espanhol OHL.
        Também privatizou estradas são, seguido do vencedor do leilão no determinado lote:
BR-381 Belo Horizonte (MG) – São Paulo (SP) - grupo OHL ; BR-393 Divisa (MG-RJ) – Via Dutra (RJ) – Acciona; BR-101 Ponte Rio–Niterói (RJ) – (ES) - grupo OHL; BR-153 Divisa (MG-SP) – Divisa (SP-PR) - BR VIAS; BR-116 São Paulo (SP) – Curitiba (PR) - grupo OHL; BR-116 Curitiba (PR) – Divisa (SC-RS) - grupo OHL; BR-116/376/PR-101/SC Curitiba (PR) – Florianópolis (SC) - grupo OHL.
        E não parou por ai, na recente concessão de rodovias federais, em que foi adotado o procedimento de decisão social na elaboração do edital licitatório, as empresas que se saíram vitoriosas na licitação ofereceram-se para administrar as estradas por um pedágio médio de R$ 0,02 por quilometro, o que representa um custo médio seis vezes inferior ao custo médio cobrado no pedágio das rodovias Anhangüera/Imigrantes, que foram privatizadas na década anterior, quando ainda prevaleciam outros critérios. O emprego desses novos critérios licitatórios, que adotaram a teoria do desenho de mecanismos, resultaram numa Eficiência de Pareto, de acordo com o governo, superior à obtida apenas pelo critérios anteriores. Recentes matérias em jornais levantaram, entretanto, que os contrato realizados nas concessões em 2007 não tem sido cumpridos e que as estradas encontram-se, em 2010, com obras atrasadas e trechos em péssimas condições. Houve também a concessão por 30 anos de 720 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul para a Vale do Rio Doce pelo valor de R$ 1,4 bilhão.
        Entre outras privatizações no governo Lula, estão:
Banco do Estado do Ceará; Banco do Estado do Maranhão; Hidrelétrica Santo Antônio; Hidrelétrica Jirau; Linha de transmissão Porto Velho (RO) – Araraquara (SP).
        Por tanto penso que a retórica e ruim para ambos os lados, mas inventar que o Brasil, começou á crescer economicamente e com políticas sócias mais justas em 2003, e um absurdo. O presidente Lula poderia sair do governo como um grande estadista, mais não fez as reformas que o país precisava, e ainda faz declarações na campanha de sua candidata como se fosse ainda um líder sindical, e não como um presidente que ainda governa a nossa nação, gerando um ódio na militância contra o adversário de sua candidata. Isso o tornara pequeno após as eleições de 2010. Que pena!

segunda-feira, outubro 18, 2010

PORTO MARAVILHA - RIO DE JANEIRO - Fase 2

A proposta de revitalização do Porto do Rio de Janeiro abre uma nova porta de entrada para a cidade do Rio, que vai posicionar a cidade, em um novo patamar internacional, além de criar uma nova densidade habitacional que esta projetada para a área. As construtoras e os investidores precisam ficar atentos, pois se ate agora o bom imobiliário caminhou em direção a Barra, Recreio e Zona Oeste, este eixo agora pode mudar em direção a área central da cidade.

terça-feira, outubro 05, 2010

Tunel da Grota Funda e Corredor Transoeste -Barra/Zona Oeste

         Em 2001, quando assumi a Sub-Prefeitura da Zona Oeste, na gestão do Prefeito Cesar Maia, começamos a discutir uma coisa que já se falava desde 1953. A construção do túnel da Grota Funda, onde o objetivo principal era dar acesso mais rápido a Santa Cruz, Campo Grande, aos dois Pólos Industriais da Região e o Porto de Itaguaí, já que a correnteza do crescimento do Rio corre muito forte na direção da região Oeste.
        Em 2002, fizemos uma audiência pública, mas na conseguimos avançar com a obra por vários motivos.  Hoje, esta obra vira realidade! 

domingo, setembro 19, 2010

MERCADO IMOBILIÁRIO: EXPANSÃO A TODO VAPOR NO RIO.

        O Rio não é mais o mesmo, a cidade cosmopolita com suas belezas naturais e potencial econômico, que tem uma população que convive diariamente com o mar, as montanhas, e a beleza da Mata Atlântica, em plena área urbana. Uma cidade que vem crescendo em diversos setores da economia, que atrai investimentos internos e externos.
        Em 2007, o Pan Americano, trouxe grandes investimentos em equipamentos esportivos, agora andaimes, novos prédios e, em breve corredores expressos, museus, zona portuária revitalizada e modernas arenas esportivas. O bom momento da construção tem vários motivos: Alem da farta oferta de crédito no mercado, carregado do aumento de renda da população e de incentivos trazidos pelo petróleo, a cidade do Rio é forte candidata a abrigar a seleção brasileira na Copa do mundo de 2014, e será a cidade-sede das Olimpíadas de 2016.
        Quando fui Subprefeito da Zona Oeste do Rio de 2001 a 2006, em parceria com o Prefeito a Secretaria de Urbanismo, e os diversos segmentos da região conseguimos aprovar o PEU DE CAMPO GRANDE – LEI 72 DE 27/07/2004, Projeto de Estruturação Urbana dos Bairros de Campo Grande, Santíssimo, Senador Vasconcelos, Cosmos e Inhoaíba, integrantes das Unidades Espaciais de Planejamento 5.1 e 5.2 (UEP 5.1 e 5.2). Com isso tiramos o engessamento do crescimento desta região. Agora precisamos avançar com o PEU, de Guaratiba e de Santa Cruz.
        Ao olhar para o atual mapa imobiliário do Rio, e fácil notar que algumas localidades merecem destaque. Há tempos a Zona Oeste é a região que mais constrói na cidade e, na ultima década, a Barra da Tijuca foi o bairro com o maior número de novas unidades. Jacarepaguá segue forte na disputa desde 2007, quando experimentou o seu mais concentrado boom. Mas a nova menina dos olhos dos construtores e nas bandas de Campo Grande. Na Zona Norte, os holofotes do mercado estão voltados para alguns bairros, a Vila da Penha está no topo da lista. Antes acostumada ao desdém das construtoras.
        Fora do Rio, o boom de construções também e visível. Itaboraí faz parte do crescimento imobiliário do estado. Com investimentos trazidos pelo Complexo Petroquimico do Rio de Janeiro. Não podemos esquecer-nos da Baixada Fluminense, que também vem sendo observadas pelas diversas construtoras, e já lançaram varias unidades.
        Com isso a cara de bairros tradicionais estão mudando, com este crescimento habitacional, que vem influenciando nos costumes locais e dividem as opiniões dos moradores. Mas o importante e que muitas pessoas querem mudar para um prédio que tenha estrutura de lazer, conforto e segurança para seus filhos.
        A construção civil gera muitos empregos, por isso será de fundamental importancia, o investimento em qualificação da mão de obra local, evitando assim, a importação da mão de obra de outros estados.

segunda-feira, agosto 02, 2010

PREFEITURA DO RIO - APOSENTADOS: ‘É o fim da integralidade para os futuros aposentados’

        A prefeitura do Rio, ao longo dos anos tinha um respeito aos seus servidores, aposentados e pensionistas e os mesmos tiveram muitas conquistas.
        Agora se aposentar na Prefeitura do Rio passa a ser um castigo! Com a decisão do governo em acabar com a paridade entre os servidores ativos, aposentados e pensionistas. A redução deve chegar a 30%.
        Onde esta o compromisso do PMDB com os servidores da Prefeitura?

        Rio - Quem sonha em trabalhar na prefeitura do Rio deve se preparar desde já para receber aposentadoria menor do que o salário pago no período de atividade. Mais: se conformar com a possibilidade de ter reajustes do benefício inferiores aos concedidos a quem ainda está atuando nas repartições. Futuros servidores não terão mais direito à chamada integralidade de vencimentos na aposentadoria e paridade de reajuste entre ativos e inativos. Esses benefícios continuarão garantidos somente para os atuais 165 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas do Rio. Pelo menos, é isso que prevê o Projeto de Lei Complementar 41 do prefeito Eduardo Paes, que a Câmara de Vereadores vota terça-feira. Se não sofrer emendas alargando seu alcance, as duras medidas adotadas para garantir a saúde financeira do fundo de previdência municipal vão atingir aos novos concursados. É o que informa a presidente do Previ-Rio, Ariane Di Iorio, que recebeu O DIA para explicar as mudanças.

         NOVO CÁLCULO
        O primeiro artigo do Projeto de Lei Complementar (PLC) 41 estabelece o fim da integralidade. “Será como funciona atualmente na União. Muda o cálculo para a aposentadoria. Será calculado pela média e não pelo último salário, o que significa o fim da integralidade”, explica Ariane Di Iorio, presidente do Previ-Rio.
         PARA QUEM VALE
        A mudança atinge os servidores titulares de cargos efetivos de qualquer poder do município, incluindo autarquias e fundações públicas. Não recai para os atuais ativos. Somente para quem for empossado ou inscrito no Regime Próprio da Previdência do Município do Rio, a partir da publicação da lei no Diário Oficial.
        CONSTITUIÇÃO
        Serão considerados os parágrafos 3° e 17° do Artigo 40 da Constituição Federal.
        MÉDIA ARITMÉTICA
        De acordo com o texto do projeto, “será considerada a média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a 80% de todo o período contributivo, desde a competência de julho de 1994 ou desde a do início da contribuição”
        PENSIONISTAS
        A presidente do Previ-Rio também explicou que haverá mudança no cálculo das pensões. “Com a aprovação do PLC 41, será aplicado o redutor de 30% do provento para os pensionistas dos servidores do Município do Rio. Desde que seja para o que exceder o teto do Regime Geral de Previdência Social”, disse Ariane. Atualmente, o teto é de R$ 3.467,40.
O DIA – ONLINE -31.07.10 às 20h39 - Atualizado em 31.07.10 às 21h44

terça-feira, julho 27, 2010

CONSTRUÇÃO CIVIL: INCC-M desacelera em julho de 2010

          O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em julho, taxa de variação de 0,62%, abaixo do resultado do mês anterior, de 1,77%. No ano, o índice acumula variação de 5,95% e nos últimos 12 meses, a taxa registrada é de 6,57%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,48%. No mês anterior, a taxa havia sido de 1,02%. No índice referente a Mão de Obra, registrou-se variação de 0,77%. No mês de junho, a taxa foi de 2,59%.
           Materiais, Equipamentos e Serviços
          No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,53%. No mês anterior, a taxa havia sido de 1,04%. Os quatro subgrupos apresentaram decréscimos em suas taxas de variação, com destaque para materiais para estrutura, cuja taxa passou de 1,60% para 0,72%. Contribuiu também para o recuo da taxa do índice o subgrupo equipamentos para transporte de pessoas (0,67% para 0,44%).
          A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,92%, em junho, para 0,27%, em julho. Neste grupo, vale destacar a desaceleração do subgrupo serviços técnicos, cuja taxa passou de 1,57% para 0,36%.
          Mão de obra
          O grupo Mão de Obra registrou variação de 0,77%, em julho. No mês passado, a taxa havia sido de 2,59%. Em Porto Alegre, este grupo registrou variação de 4,24%, por conta de reajustes salariais ocorridos em função da data base. No mês anterior, a taxa foi de 0,07%. Em Brasília, a taxa passou de 4,96% em junho, época da data base, para 2,47%, em julho.
          Capitais
          Cinco capitais apresentaram desaceleração: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Em sentido oposto, Recife e Porto Alegre tiveram aceleração.