domingo, outubro 24, 2010

BRASIL: POLÍTICA – MENTIRA E O ÓDIO QUE CEGA!!

        O Brasil dos 16 anos de crescimento, de bons governos, onde todos tiveram pontos fortes e pontos fracos. Um Brasil, que viu seu crescimento através de uma política forte de privatizações, de controle do cambio, de estabilização da moeda e de políticas sociais baseadas em programas de governo, focado nos pobres com contra partidas usando a educação e a saúde como pólo de irradiação destas ações.
        Na década de 80, Eu, trabalhava numa grande multinacional, fabricante de gases industriais e produtos criogênicos, onde tive condição de ver o quanto o Brasil estava afundando, pois através da empresa dava-se para avaliar a indústria brasileira indo de ladeira abaixo, pois fornecíamos produtos para todas as grandes empresas do ramo industrial e medicinal no pais, e as quedas nas vendas eram visíveis.
        A partir do inicio da década de 90, comecei a ver luz no fim do túnel e uma correnteza muito forte, em direção ao crescimento do nosso país. Como trabalhador da iniciativa privada, sempre acreditei que o Brasil, para crescer tinha que ter uma política bem agressiva de privatização de tudo aquilo que não deveria estar na mão de governo, evitando assim, as indicações políticas para cargos no primeiro e segundo escalão das mesmas, onde o desvio de conduta e a corrupção acontecem descaradamente.
        Pego uma carona num trecho da matéria da coluna do MERVAL PEREIRA – Jornal O Globo do dia 24/10/10, onde ele coloca com muita propriedade a questão da privatização de algumas empresas como CSN, Vale do Rio Doce e outras.
        "A privatização se deu no governo do hoje Senador eleito Itamar Franco que era contrário a idéia. Quem liderou a pressão para a venda (CSN) foi a Força Sindical, central que hoje esta integrada ao governo Lula. Com relação à privatização da Vale, a historia real é ainda mais estarrecedora. O governo teve uma ocasião perfeita para reverter à privatização da Vale, se quisesse. Foi em 2007, quando o Deputado Ivan Valente, do PSOL, apresentou um projeto nesse sentido que foi analisado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comercio da Câmara.
        O relator do projeto foi o deputado Jose Guimarães do PT, aquele mesmo cujo assessor fora apanhado com dólares na cueca num aeroporto na época do mensalão. Pois o relator petista votou pela rejeição ao projeto de Lei, alegando em primeiro lugar que - não há como negar que a mudança das características societárias da Companhia Vale do Rio Doce foi passo fundamental para estabelecer uma estrutura de governança afinada com as exigências do mercado internacional, que possibilitou extraordinária expansão dos negócios e o acesso a meios gerencias e mecanismos de financiamento que em muito contribuíram para este desempenho e o alcance dessa condição concorrencial privilegiada de hoje -.
        Jose Guimarães assinalou que com a privatização a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006.
        E o numero de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização – em 1996 eram 13 mil e em 2006 já superavam mais de 41 mil empregos. Também a arrecadação tributária da empresa cresceu substancialmente: em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil, cerca de 800 milhões de dólares ao cambio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização”.
        A privatização das empresas siderúrgicas começou com a extinção da empresa holding Siderurgia Brasileira S.A. – SIDERBRAS, após absorver os passivos das empresas subsidiárias. A primeira estatal privatizada, no dia 24 de outubro de 1991, foi a USIMINAS, siderúrgica mineira localizada no município de Ipatinga/MG, fato que gerou grande polêmica na época pois, das empresas estatais, ela era uma das mais lucrativas.
        O governo Lula, em continuidade à política econômica de Fernando Henrique e de Itamar Franco, foi responsável pela privatização de cerca de 2,6 mil quilômetros de rodovias federais, que foram a leilão em 9 de outubro de 2007. O grande vencedor do leilão para explorar por 25 anos pedágios nas rodovias foi o grupo espanhol OHL.
        Também privatizou estradas são, seguido do vencedor do leilão no determinado lote:
BR-381 Belo Horizonte (MG) – São Paulo (SP) - grupo OHL ; BR-393 Divisa (MG-RJ) – Via Dutra (RJ) – Acciona; BR-101 Ponte Rio–Niterói (RJ) – (ES) - grupo OHL; BR-153 Divisa (MG-SP) – Divisa (SP-PR) - BR VIAS; BR-116 São Paulo (SP) – Curitiba (PR) - grupo OHL; BR-116 Curitiba (PR) – Divisa (SC-RS) - grupo OHL; BR-116/376/PR-101/SC Curitiba (PR) – Florianópolis (SC) - grupo OHL.
        E não parou por ai, na recente concessão de rodovias federais, em que foi adotado o procedimento de decisão social na elaboração do edital licitatório, as empresas que se saíram vitoriosas na licitação ofereceram-se para administrar as estradas por um pedágio médio de R$ 0,02 por quilometro, o que representa um custo médio seis vezes inferior ao custo médio cobrado no pedágio das rodovias Anhangüera/Imigrantes, que foram privatizadas na década anterior, quando ainda prevaleciam outros critérios. O emprego desses novos critérios licitatórios, que adotaram a teoria do desenho de mecanismos, resultaram numa Eficiência de Pareto, de acordo com o governo, superior à obtida apenas pelo critérios anteriores. Recentes matérias em jornais levantaram, entretanto, que os contrato realizados nas concessões em 2007 não tem sido cumpridos e que as estradas encontram-se, em 2010, com obras atrasadas e trechos em péssimas condições. Houve também a concessão por 30 anos de 720 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul para a Vale do Rio Doce pelo valor de R$ 1,4 bilhão.
        Entre outras privatizações no governo Lula, estão:
Banco do Estado do Ceará; Banco do Estado do Maranhão; Hidrelétrica Santo Antônio; Hidrelétrica Jirau; Linha de transmissão Porto Velho (RO) – Araraquara (SP).
        Por tanto penso que a retórica e ruim para ambos os lados, mas inventar que o Brasil, começou á crescer economicamente e com políticas sócias mais justas em 2003, e um absurdo. O presidente Lula poderia sair do governo como um grande estadista, mais não fez as reformas que o país precisava, e ainda faz declarações na campanha de sua candidata como se fosse ainda um líder sindical, e não como um presidente que ainda governa a nossa nação, gerando um ódio na militância contra o adversário de sua candidata. Isso o tornara pequeno após as eleições de 2010. Que pena!
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