domingo, julho 12, 2015

GRÉCIA: OS CUIDADOS COM O ABISMO DA DESIGUALDADE E AS AMEAÇAS AO FUTURO DA EUROPA

Os cuidados que os gestores públicos devem ter em seus planejamentos, é principalmente entender o que é função de estado.
O futuro da Europa pode estar ameaçado, em função de alguns dos países do bloco passar por dificuldades em se adequar a moeda única, onde o problema não é só a Grécia, mas também Portugal, Espanha, Itália e outros. Se a crise não for resolvida na Zona do Euro ela pode se estender para o mundo.
A Grécia é um país com aproximadamente 11 milhões de habitantes, e que hoje tem aproximadamente 34% da sua população sob a linha da exclusão e da pobreza, cuja distância entre pobres e ricos ameaçam o futuro Europeu.
Bem antenado está o Ex-ministro Belgo GUY VERHOFSTADT - vale assistir os seus conselhos no DISCURSO PARA O PRIMEIRO MINISTRO GREGO ALEXIS TSIPRAS NO PARLAMENTO EUROPEU, EM 8 DE JULHO DE 2015.
https://www.youtube.com/watch?v=P84tN0z4jqM
AS CINCO COISAS QUE O GOVERNO GREGO DEVE FAZER! 
1. Neste momento de crise, as instituições europeias devem estar unidas. Não há solução para a Grécia, para a Eurozona sem democracia, quando não há um debate no Parlamento Europeu. O senhor disse que os gregos fizeram um enorme esforço. É verdade, mas o problema é que a classe política grega não fez o bastante. O senhor fala sobre reformas, mas nunca vemos propostas concretas de reforma.
2. E estamos vendo a saída da Grécia da zona do Euro há 5 anos e nos últimos meses temos visto correr em direção à saída. Mas não será o senhor, nem seremos nós a pagar a conta, mas sim o cidadão grego. E se quisermos evitar isso, só há uma saída e o senhor a conhece muito bem. Que o senhor apresente, nas próximas 48 horas, um pacote crível de reformas.
3. Que o senhor apresente um planejamento, um calendário claro e datas claras das diferentes reformas que nós desesperadamente precisamos na Grécia. Deixe-me apontar as 5 coisas que você precisa fazer: 01 acabar com o sistema de clientelismo. O senhor está usando o sistema, o senhor está caindo na mesma armadilha do PASOK, que usou o sistema de clientela por anos e anos. 02 reduzir o setor público. 03, transformar os bancos públicos num sistema financeiro privado saudável. 04, abrir o mercado e empregos atualmente fechados para os jovens e 05, acabar com o privilégio de armadores, militares e partidos políticos que recebem dinheiro diariamente de bancos públicos que estão falidos.

4. Faça isso e nós vamos tentar encontrar uma solução. E o senhor pode fazer, pois nunca houve um Primeiro Ministro na Grécia com um mandato tão forte como o senhor. O senhor ganhou as eleições e o referendo. O senhor tem uma escolha: Como o senhor quer ser lembrando?  Como um acidente eleitoral que fez seu povo ficar mais pobre ou um verdadeiro reformista revolucionário? Eu sei que 80% do seu povo quer permanecer na zona do Euro. Então mostre que o senhor é um verdadeiro líder e não um falso profeta.



quarta-feira, junho 24, 2015

SISTEMA DE TRANSPORTES E OS PREJUÍZOS PARA O CIDADÃO. UM APAGÃO NO PLANEJAMENTO.

Mas que elaborar um plano de mobilidade, ou desenvolver propostas para os sistemas de transportes para que os deslocamentos de pessoas e bens na cidade e no estado do Rio de Janeiro ocorram de forma sustentável, deve basear-se em princípios fundamentais como acessibilidade, segurança, eficiência, qualidade de vida, ação integrada e meio ambiente.
Ouvir a população (os diversos seguimentos da sociedade civil organizada), contribui, em muito para elaboração de um Plano e Mobilidade Urbana Sustentável, e respeitar o Estatuto das Cidades, que estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo e do bem-estar dos cidadãos (Lei 10.257 de julho de 2001).
No caso do Município do Rio de Janeiro/RJ, se faz necessário respeitar o que está no Plano Diretor – Lei nº 111 de fevereiro de 2011, no que diz respeito ações estruturantes da Política de Transportes: Complementação da rede de transportes de passageiros de alta capacidade; Gestão junto aos órgãos das esferas pública federal e estadual (poderes concedentes) e privadas (operadores privados), visando a melhoria operacional dos ramais dos sistemas ferroviário e metroviário, com aumento de capacidade, velocidade média e redução do tempo de viagem em todos os ramais, considerando as distâncias. Intervenções nos sistemas de transporte e viário que viabilizem a conclusão do Anel Viário da Cidade articulados a políticas de Uso e Ocupação do Solo sustentáveis, entre outros.
Um sistema de transporte envolve investimentos em infraestrutura, como construção de vias, viadutos, construção de tuneis, construção de novas rodoviárias, construção de estações de barcas (atracadouros), de trens, metro, e outros.
Porém, vejo como problema no Brasil, é que os governos deveriam respeitar totalmente a Lei 8.666 de junho de 1993, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados e dos Municípios. O maior erro dos gestores públicos, e a forma de licitar obras sem projetos executivo e sem detalhamento, pois essa falta de organização e que leva ao desperdício de dinheiro público e aditivação de contratos, em quase todos os contratos de obras públicas, país a fora.
Um exemplo: As obras dos Bondes de Santa Tereza, que tinham valor inicial aproximado em R$ 58,6 milhões, em junho 2013, e já passou dos R$ 87,1 milhões, ou seja 49% a mais (conforme mostra a matéria do O Globo de 21/06), o que significa vários aditivos, custos não esperados, ou seja falta de projeto detalhado e de fiscalização no cronograma de execução das obras.
No caso dos trens, a Supervia (Concessionária), há muito tempo e palco de cenas lamentáveis, plataformas fora de padrões, desnível entre o trem e a plataforma que frequentemente causa quedas de passageiros, panes no sistema que levam os passageiros a caminharem pelos trilhos até estações, falta de investimentos em Subestações, que já se encontram subdimensionadas, entre outros.
No transporte rodoviário, não é diferente, a superlotação dos ônibus nos horários de pico, já não encontra solução, além de retiradas de várias linhas de ônibus em toda cidade. Os corredores exclusivos dos ônibus do sistema BRT (Bus Rapid Transit), implantados pela prefeitura do Rio, como alternativa, que traria conforto, segurança e rapidez no deslocamento, onde o primeiro corredor implantado na Transoeste, que completam três anos funcionando. O conforto deixou de existir, pois foi projetado para aproximadamente 15 mil passageiros / hora e já passam 17 mil/hora.
No transporte Aquaviário (Barcas) não é diferente, as novas barcas são mais lentas do que as antigas, além de não caberem no estaleiro, onde deveriam se ser ancoradas e por ai vai.
E uma crise generalizada, a Lei 8.666, acima citada, exige apenas projeto básico para licitações de obras e de serviços, com isso compromete o planejamento de médio e longo prazo, não só no Estado do Rio, no município do Rio, mas em todo Brasil. Já se faz necessário rever esta Lei.
Acredito muito na gestão do prefeito Eduardo Paes e do Governador Pezão, mas vale uma capacitação maior para fiscais desses contratos, e a punição daqueles que apontam obras mal executadas.



sexta-feira, maio 08, 2015

BRASIL: GESTÕES FRANKSTEIN, ONDE SE PEGA UM PEDAÇO DE CADA COISA E REMENDA – RUMOS DA ECONOMIA

O ajuste fiscal de que se tanto fala no Brasil, está só na conversa, pois não se sabe como vai sair, a primeira medida da reforma foi aprovada dia 06/05/15 na Câmara dos deputados (abono salarial e seguro desemprego), tem a discussão sobre a terceirização que não sabemos se sai, já que o passado não ajuda muito nas previsões do futuro, mas as coisas estão acontecendo no momento.
          Será que podemos olhar para o Brasil com uma visão mais otimista, ou esquecer qualquer resposta? O importante e olhar com mais realismo, já que existe uma intenção no congresso, como também no executivo de caminhar para uma solução melhor para o país. A indústria foi assaltada, praticamente desestruturada pela política cambial absurda e outras coisas mais. Quando se fala numa perspectiva de recuperação depois desse dito ajuste fiscal, temos que acreditar que a recuperação virá, mas será que vem pelo caminho da indústria? Se a taxa de câmbio ficar em torno de 3,0 a 3,5 você praticamente melhora, você substitui aquela produção industrial que foi morta pela desvalorização do câmbio, sabemos que não vamos conseguir ampliar as exportações, mas vamos pelo menos competir com as importações que tiraram seu lugar no mercado por conta da valorização cambial, ai vamos começar a ter um pequeno movimento iniciando por ai.
A inda não é o apocalipse, porem o Brasil (governo) precisa reconhecer que fez muitas coisas erradas e o povo está pagando um preço caro por isso.
Quando se olha o custo de transformação e pega o dinheiro da sociedade para produzir algum tipo de bem estar, ou algum benefício o custo de transformação dessa máquina está exagerado, o tamanho do estado e outros. Se fala em controle da inflação, em distribuição de renda, mas o novo momento não é enfrentar esse agigantamento, essa máquina inchada do governo brasileiro.
Sabemos pouco sobre o ajuste fiscal, mas uma coisa sabemos com segurança, o ajuste por questões aritméticas terá que ser alimentado com aumento de impostos, ou reduzindo as despesas, ou uma combinação das duas coisas. Sabemos que aumento de impostos são poucos duráveis e pouco eficiente. Os ajustes que dão ênfase ao corte de despesas são mais duráveis e mais eficientes para recuperar a economia e o crescimento do país. Isso e seguro, pois existe centenas de experienciais sobre isso, mas quando se faz aumento de impostos normalmente em qualquer política econômica nós temos dois efeitos, um e que provavelmente vamos reduzir o PIB, e o segundo efeito e como a distribuição desse PIB vai se dividir entre trabalho e o capital. O ajuste para ser razoável tem que ser equânime, ele tem que dividir os custos, pois é uma maneira mais equilibrada e leva em conta essa equanimidade.
Está mais que na hora de pensar, pois temos um estado, (maquina pesada) com 38 ministérios, aproximadamente 37 fundações, 128 autarquias e 140 empresas estatais, fica difícil acreditar que não tem espaço para mudanças realmente importante nessa estrutura gigante.
O país precisa voltar o orçamento de base (O orçamento tradicional considera os valores realizados em períodos anteriores que são ajustados por alterações projetadas de preço e volume. No orçamento de base, partindo do zero, cada item do orçamento precisa ser explicitamente aprovado, e não apenas as alterações em relação ao ano anterior), precisamos reprogramar este estado (país), pois foi construído meio Frankenstein, onde pega um pedaço de cada coisa e remenda, os ministérios são só a ponta do problema, são só aparência e serve para acomodar apadrinhados políticos, o que é um negócio maravilhoso, isso e o tal presidencialismo de coalizão, que nem preside e nem coaliza, e mais cooptação, ou melhor dizendo de acomodação.
Não dá para acabar com os ministérios de uma hora para outra, mas se faz necessário encarregar alguém para cuidar disso, redimensionar a estrutura de governo, você não vai diminuir o tamanho do estado cancelando os ministérios e substituir por secretárias, isso não resolve o problema do Brasil. Tem que delegar a um ministro (fazenda ou planejamento) para fazer isso de uma forma organizada.
O problema e a resistência, pois ela vem de quem já está instalado, não querem mudanças, isto e a coisa mais danosa. Na realidade a esquerda no governo e reacionária quer conservar tudo aquilo que ela acha que conquistou como direito, não querem mudança de forma alguma, só que, o que está ai não cabe no PIB do país, por tanto se o governo não fizer o ajuste fiscal por bem, o mercado vai fazer por mal.
            Fonte: entrevista com professor Delfim Neto no Canal Livre da Band, em 27/04/15.

quarta-feira, abril 22, 2015

REFORMA POLÍTICA NO SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO É UMA SAÍDA REAL?

O atual sistema político eleitoral no Brasil é o chamado PROPORCIONAL DE LISTA ABERTA. A proporcionalidade representa uma forma avançada do processo eleitoral, porém, a “lista aberta” de candidatos tem acarretado graves problemas ao sistema político brasileiro.
O sistema proporcional, recepcionado pela Constituição Federal, foi um importante avanço democrático no Brasil e no mundo. Neste sistema os partidos elegem um número de parlamentares, proporcional ao número de votos que o partido obtém no processo eleitoral. O partido ou a coligação que obtiver 30% dos votos terá, aproximadamente, 30% da representação parlamentar.  O sistema proporcional brasileiro adota a lista aberta de candidatos, neste sistema o voto é dado a qualquer dos candidatos da lista.  A disputa eleitoral é realizada em torno do indivíduo e não em torno de projetos que possam solucionar os problemas da coletividade, do país, dos estados e dos municípios.  Este sistema é injusto, pois é eleito o candidato que dispuser de mais recursos. 
O poder econômico passa a ser o grande diferencial a garantir a eleição. Além disso, ganha aquele, no partido, que consegue o maior número de votos, e isto leva a uma guerra entre os candidatos e, consequentemente, à fragilização dos partidos. Os comitês eleitorais se transformam em verdadeiros partidos dentro do partido. Este sistema assegura que um candidato com muitos votos garanta a eleição de outros candidatos inexpressivos, como ocorreu, no passado, com Enéas e, recentemente, com o deputado Tiririca, o que é ruim para a população.
O problema do sistema eleitoral atual no Brasil não está na proporcionalidade, mas sim, na lista aberta de candidatos.
Hoje o sistema é injusto, pois o financiamento de campanha é misto, com recursos públicos e privados. Os recursos públicos se destinam ao Fundo Partidário que visa à manutenção da vida partidária, nas eleições, asseguram o tempo de rádio e televisão utilizado pelos partidos, o que representa um valor bem alto dos impostos que os cidadãos brasileiros pagam.
O financiamento dos candidatos se origina de recursos privados de pessoas físicas e pessoas jurídicas. A contribuição das empresas ao financiamento das campanhas eleitorais representam aproximadamente 95% do total arrecadado.  Segundo o DIAP, os empresários têm três vezes mais representantes do que os próprios sindicatos. Dos 513 deputados e 81 senadores eleitos em 2010, conforme mostrado a seguir, o Congresso tem, por representação: EMPRESÁRIO -  273; EDUCAÇÃO - 213; RURALISTAS – 160; SINDICAL – 91; SAÚDE – 79; COMUNICAÇÃO – 69; EVANGÉLICA – 66; FEMININA – 55 e AMBIENTALISTAS 15.
Isso mostra a influência que, cada vez mais, a grande maioria dos eleitos representa seus financiadores e não seus eleitores. Portanto, o poder econômico passa a ter uma representação política muito grande, ou seja, uma minoria na sociedade se transforma numa maioria.
A presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei Orçamentária de 2015, sem veto, da proposta que triplicou o orçamento do fundo partidário, que vai chegar a 867,5 milhões, num momento em que o país passa por um grave ajuste fiscal. Mas uma vez o povo pagará a conta para ser tão mal representado!
Uma proposta que acho interessante para o Brasil é a chamada ELEIÇÕES PROPORCIONAIS EM LISTA PRÉ-ORDENADA, REALIZADA EM DOIS TURNOS, apresentada pelo Coalizão pela Reforma Política e Eleições Limpas, que vem para fazer frente às distorções geradas pelo sistema proporcional de lista aberta (Sistema brasileiro atual).
Neste sistema, no primeiro turno, o voto será dado ao partido, atendendo à plataforma política e a lista pré-ordenada de candidatos. Neste turno fica assegurado o debate em torno de idéias e projetos para solucionar os problemas do país, do estado ou do município. Com o quociente eleitoral será definido o número de vagas para parlamentares a serem preenchidas por cada partido.
No segundo turno o voto será dado ao candidato. Participarão do segundo turno os candidatos em número equivalente ao dobro das vagas obtidas por cada partido. Assim, o partido que obtiver cinco vagas no parlamento, disputará o segundo turno com os dez primeiros de sua lista de candidatos, onde caberá ao eleitor dar a palavra final sobre quais candidatos deverão ser eleitos (um pouco parecido com o sistema Sueco – lá e lista fechada/puro).
Também está em discussão a proposta do DISTRITÃO, (Sistema Majoritário Absoluto) que consiste em um processo eleitoral onde são eleitos só os deputados mais votados, sem considerar os votos nos partidos. As propostas são dos candidatos, e não, dos partidos.
            Propostas através de PEC - PMDB:
1) Promover a coincidência das eleições (Prefeitos e Presidente) - mandato de 5 anos;
2) Proibir coligações;
3) Sistema eleitoral misto; Cláusula de desempenho (5%);
4) Como PL (Projeto de Lei) - financiamento público e pessoa física; reduzir o tempo de campanha (com isso diminuir a influência do poder econômico e reduzir os custos das campanhas).
Um caminho para 2016, o voto DISTRITAL MISTO nas eleições para VEREADORES. A proposta teria a vantagem de não alterar a regra constitucional que exige a proporcionalidade e, além disso, teria mais adeptos. Esta modificação abriria espaço para, no futuro, estender a prática às eleições estaduais e nacionais. 
Ao longo do tempo, o espectro político encolherá e se tornará mais nítido.
O PSDB defende a adoção do SISTEMA DISTRITAL MISTO, o fim das coligações proporcionais e o financiamento misto de campanha por pessoas físicas e jurídicas, com fixação de um teto como limite para as doações.
Segundo o grupo de Coalizão pela Reforma Política e Eleições Limpas, o sistema DISTRITAL MISTO atenua, mas não elimina os problemas causados pelo sistema majoritário, pois parte de seus membros é eleito pelo sistema proporcional, e parte pelo sistema majoritário. Esta divisão reduz, pela metade, a possibilidade de serem eleitos candidatos que representem interesses de determinados seguimentos da sociedade. O sistema DISTRITAL PURO (Sistema Americano – no caso Brasil, o país seria dividido em 513 distritos - número de cadeiras na Câmara Federal. Vale para estados e municípios), e o SISTEMA DISTRITAL MISTO (Sistema Alemão – 50% seria eleitos pelos distritos e 50% por votação em lista fechada). Segundo a Coalizão estes sistemas visa restringir a participação popular no processo político – opinião deles.
Aqui vai a minha opinião, nas próximas eleições para Senador, em caso de afastamento para assumir outros cargos no executivo, e ou morte e cassação do titular deveria assumir o 2º mais votado e não o suplente, como é hoje.
 O importante é aprofundar as discussões sobre esta reforma, para que tenhamos um processo de democratização do poder político no Brasil, através de uma reforma que seja boa para o país e mais justa para todos os cidadãos que queiram se candidatar nas eleições futuras.




                   


segunda-feira, abril 20, 2015

BRASIL: DOIS MUNDOS - DERIVADOS / POLITICO E A CRISE.

  O que assistimos hoje no Brasil nos noticiários não é novidade para qualquer um de nós. Desde que me entendo por gente, vejo alguns políticos ganhando votos através de órgãos públicos que colocavam bicas de água nas ruas, obras sem qualidade, entre outros com a finalidade de o vereador ou deputado angariar votos. Depois, este mesmo (alguns) representante eleito, votava a favor de contas erradas do executivo (prefeitos, governadores) ou a favor de obras que nunca saiam do papel, mas que o dinheiro dos custos saia dos cofres públicos e que provavelmente ia direto para as contas dos envolvidos. Criou-se a Lei 8.666 e nada resolveu. O brasileiro é muito criativo!
  Infelizmente, com o passar do tempo e com a falta de punição, a população passou a achar normal estas falcatruas. E, qual é a situação hoje?
  Quando o cidadão quer se candidatar (nem todos), já começa a fazer acordo com as bases de um partido. Não se discute metas do trabalho, propostas a ser realizada, mas sim a divisão dos cargos. Quem tem mais apoio tem que dar mais cargos e dinheiro. O salário do político não é tanto para tantas divisões, assim, alguns quanto eleitos, começam a procurar jeitinhos para ganhar mais e dividir com os outros para se conservar no poder. Desta maneira, ele vota o que é melhor para empresários e agentes corruptos do Executivo, pois assim, cargos e dinheiro irão para sua conta.
  Com mais poder de voto, começa ele a fazer parte de grupos do Executivo que até avaliam licitações, ficando do lado de quem dá mais e não, de quem trabalha melhor (capacitação técnica).  Formam-se os cartéis com a participação do Executivo (alguns) e do Legislativo. As obras não são concluídas, ou quando são, com materiais de baixo nível, só assim, é garantido o lucro de todos. A dita boquinha!!! Vide exemplo do Comperj (Polo petroquímico de Itaboraí/RJ), que já comprometeu aproximadamente US$ 21,6 bilhões de dólares, e as obras estão praticamente paradas, com volume de demissões enorme - TRISTE!  
  O político que tem mais poder indica os cargos de confiança do alto escalão do poder executivo, dos órgãos da direta e da indireta: Presidentes de empresas públicas, comandantes de polícia ou similares, presidente de fundações, entre outras, assim, o serviço fica à mercê do político e não da população que paga seus impostos. Poderia indicar e fazer a coisa certa (função de estado).
  As comissões ganhas nas licitações públicas, que dizem chegar até 10% é o menor das irregularidades, já é sistêmico e tem gente que pensa que está até na lei. Ninguém se preocupa em ostentar o que compra com os tais 10%. Para desmascarar esta situação existe uma atitude simples: Conferir os ganhos do servidor público com os bens e o tipo de vida que ele e sua família levam. Mas quem vai fazer isso, se os órgãos de controle, internos e externos, dizem que também estão corrompidos e são indicações políticas. O servidor público sério de carreira, quando tenta desbaratar um grupo desses, pode esperar uma transferência ou até ameaças de morte. A situação é muito grave!!!
  Na verdade, só a educação, a longo prazo, e punição, a curto prazo, podem mudar esta realidade perversa. Mas...punir... como? Hoje, dizem que até o judiciário está corrompido! Os ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal são indicações do Presidente da República, referendado pelo Senado Federal. Podemos observar que alguns julgamentos são feitos de acordo com o interesse do líder do governo, e não, de acordo com o interesse público.
  Para culminar, assistimos estarrecidos a Presidente da república, que manda mensagem para o Congresso Nacional a fim de aumentar impostos, visando cobrir os rombos que realizou nos cofres públicos por má gestão e até por ocasião das eleições e, este Poder aprova todos os crimes praticados contra o cidadão brasileiro, em claro conluio institucional. As Agências Reguladoras provam aumentos descabidos da energia elétrica, da água, de tudo, para mascarar o rombo feito nas empresas que confiaram nas política do governo que aí está.
 Ao mesmo tempo que assistimos nos noticiários os graves desvios de dinheiro público realizados na Petrobrás, Caixa Econômica, Ministério da Saúde e da Previdência, Telebrás, entre outras, somos obrigados a ouvir que temos que pagar mais impostos, que o Brasil precisa do povo.
  Esta é a política que nós temos! O que podemos esperar dela? Vamos começar por reforma politica e depois lutar por outras para este país canhar o rumo.


quinta-feira, abril 09, 2015

TRANSPORTE: SISTEMA FERROVIÁRIO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO/RJ

  TRANSPORTE – TRENS, TRENS / RIO: SuperVia (Concessionaria que começou a operar o transporte de trens urbano de passageiros na Região Metropolitana do Rio em 1998), e seu sistema ferroviário. O que os usuários dos trens da Central do Brasil (Dom Pedro) precisam saber sobre seu funcionamento e os entraves do sistema, no que diz respeito a parte elétrica e sua potência. VAMOS ACOMPANHAR E COBRAR MELHORIAS!
  Com as integrações entre os vários modais de transporte, o governo do estado do Rio está tentando fazer uma revolução na sua mobilidade, com investimentos que vem dos governos federal, estadual e municipal. O Estado tem se esforçado renovando a frota do sistema ferroviário. Segundo informações já compraram aproximadamente 120 novos trens com ar-condicionado. Para tentar transportar mais de um milhão de passageiros, por dia, só nos trens.  Porém, não basta só comprar trens novos, se não houver investimentos pesados em Subestações, nas redes aéreas com modernização (sistemas de triangulo,etc. - como em São Paulo) e na qualidade da manutenção da malha, vamos continuar tendo pane e muitas avarias.
Os ramais da Central do Brasil até Santa Cruz, da Central do Brasil até Japeri e da Central do Brasil até Deodoro, funcionam com 02 circuitos, ou seja, na falha de um, entra o outro. Os sistemas de sinalização também funcionam da mesma forma.  O que torna estes ramais um pouco mais eficientes, com relação ao sistema elétrico.
  O crítico está nos ramais da Central do Brasil até Belford Roxo e da Central do Brasil até Saracuruna, pois só funcionam com 01 circuito, pois na falha de uma Subestação, sacrifica a outra, e ai a corrente fica subdimensionada não sendo suficiente para alimentar certo número de trens. O mesmo acontece com os circuitos de sinalização, que na falha ou circuito partido, os trens têm que ser licenciados, até que equipes de manutenção chegue ao local do defeito (acidente) ou seja, tem que ser operado pelo centro de controle, o que gera muitos atrasos, e uma atenção maior de maquinistas, e do sacrifício para os passageiros que muitas vezes caminham pela linha.
  DA CENTRAL DO BRASIL ATÉ SANTA CRUZ, são 55 Km, com 35 estações, que são alimentados através de 08 Subestações com redes aéreas e com energia fornecida pela Light Serviços de Eletricidades S/A para as Subestações denominada primária com 138 Kv (138 mil volts), que segue para as secundárias com 44 Kv (44 mil volts) de corrente alternada, onde, através, de transformadores e retificadores transforma em 3Kv (3 mil volts), em correte continua para alimentar (tração) os trens.
  DA CENTRAL DO BRASIL (DOM PEDRO) ATÉ DEODORO – opera com duas Subestações primária com 138 Kv (138 mil volts) e três Subestações secundaria com 44 Kv (44 mil volts), além de três Subestações Seccionadora com 3 Kv, em corrente continua. Onde alimenta as suas 19 estações entre outras;
  DE DEODORO ATÉ SANTA CRUZ – opera com uma Subestação primária de 138 Kv (138 mil volts), e duas Subestações Secundária de 44 Kv (44 mil volts), além de uma Subestação de Seccionadora 3 Kv – corrente continua. Onde alimenta suas 16 estações;
  DA CENTRAL DO BRASIL (DOM PEDRO) ATÉ JAPERI - opera com uma Subestação primária de 138 Kv (138 mil volts), e duas Subestações Secundária de 44 Kv (44 mil volts), além de duas Subestação Seccionadora de 3 Kv – corrente continua. Onde alimenta suas 15 estações;
DE DEODORO ATÉ BELFOR ROXO (AUXILIAR) – opera com duas Subestação primária de 138 Kv (138 mil volts), e uma Subestação Secundária de 44 Kv (44 mil volts). Onde alimenta suas 19 estações;
  DA CENTRAL DO BRASIL (DOM PEDRO) ATÉ SARACURUNA (LEOPOLDINA) são duas Subestações primária com 138 Kv (138 mil volts) e duas Subestações Secundaria com 44 Kv (44 mil volts). Onde alimenta suas 23 estações.
  Já se faz necessário estender (reativar) o trem de Santa Cruz até o Município de Itaguaí, com cinco estações para atender a demanda do Parque Industrial de Santa Cruz e a população daquele município e seu entorno.
  O relato acima, pode não ser preciso, porem, fiz em função da minha experiencia na época em que trabalhei na Esusa Construções S/A, em 1987, quando ajudei a detalhar projetos construtivos  do pré metro. 
ADENIL COSTA
Ex-Subprefeito da Zona Oeste do Rio de 2001 a 2006
Delegado do CRECI-RJ - Delegacia Regional de Campo Grande.



segunda-feira, março 23, 2015

PROPOSTA DE PLANO VIÁRIO PARA CAMPO GRANDE E ADJACÊNCIAS - ZONA OESTE DO RIO/RJ

Como participante ativo do GRUPO DOS TREZE, sob liderança de Jorge Audi e Jorge Dibs, tenho participado dos encontros (almoço) mensais, do qual fazem parte empresários, profissionais liberais, professores, militares, artistas e mídias locais. Tendo como fundamento as conversas nesses encontros realizados pelo grupo com o objetivo de encontrar possíveis soluções para os problemas que afligem o bairro de Campo Grande/Rio/RJ e que nos impede de alcançarmos um pleno desenvolvimento social e econômico. Resolvi elaborar sugestões importantes e pertinentes ao SISTEMA VIÁRIO de nossa região, que podem ajudar a aliviar o nó no trânsito que hoje existe no bairro, que foi aprovado pelo grupo, onde a ideia e ajudar a nortear o governo nas suas ações, em nosso bairro.
Trata-se de sugestões tiradas do planejamento feito no período em que fui Subprefeito da Zona Oeste/Rio, com apoio de técnicos com conhecimento na área e dos participantes do Grupo, relativas a intervenções (obras) viárias para curto, médio e longo prazo, sugeridas a serem implantadas no bairro para fins de melhorias na circulação viária.
01)    Obras na Estrada do Tingui – obras de complementação do trecho entre a Estrada Carvalho Ramos e a avenida Brasil. Com o crescimento de todos sub-bairros desse corredor e os processos em análise de licenciamento de novos empreendimentos residenciais e comerciais na região, se faz necessário à execução desta interligação, além das melhorias estruturais ao longo de toda esta via, que envolve a construção de baias de ônibus, sinalização e intervenções físicas nas interseções problemáticas, além de interligar a Estr. do Mendanha á Av. Brasil, como mais uma opção para aliviar á área central do bairro;
02)   Obras de duplicação da Estrada Rio-São Paulo, trecho da Estrada das Capoeiras ao Viaduto Oscar Brito – de suma importância para a circulação viária, e por servir de interligação com a Rodovia Presidente Dutra, recebe um fluxo intenso de caminhões. A duplicação além de melhorar a capacidade de tráfego da via, resolve problemas das interseções desta com a Estrada do Tingui, Rua Aricuri e com a Estrada Rio do “A”, pontos de congestionamentos constantes.
03)    Obras na Rua Vitor Alves - retirada do canteiro da Estrada Rio do “A” com a Rua Vitor Alves com implantação de sinal e ou viaduto p/ interligar Rua Campo Grande com Estr. Rio São Paulo. Implantar um binário com a Rua Vitor Alves no trecho final, prolongando a obra de infraestrutura desta via até a Rua Campo Grande, permitindo a ligação direta com a área central do bairro e que desafogar o tráfego da Estrada Rio do “A”. Onde o uso da estrada Rio-São Paulo tende a aumentar considerando se tratar de alternativa viária para o transporte de cargas do Arco rodoviário, em direção a Zona Oeste;
04)  Obras de ligação da Estrada da Caroba com a Estrada da Posse – obra de grande importância para a região (vai precisar de construção de túnel), desafogando a estrada das Capoeiras e a Estrada do Mendanha, melhorando o corredor de ligação da área central com a Av. Brasil. Vai impactar positivamente na estrada Rio do “A” e no viaduto Prefeito Alim Pedro, com a nova rota de circulação utilizando o viaduto novo e a Rua Artur Rios;
05)      Projeto para construção de uma nova Rodoviária em Campo Grande (lado Norte – Rua Campo Grande) – penso que já existente estudos que apontam para a construção de uma nova rodoviária, na direção da existente, integrando com a estação ferroviária. Obra de grande importância para a melhoria do tráfego na área central, retirando os pontos de ônibus da Rua Campo Grande e adjacências, melhorando a circulação viária tanto destas vias, como nas vias de entorno da rodoviária existente;
06)     Obras de Duplicação da Rua Olinda Elis (da Av. Cesário de Melo até á Estrada do Cabuçu) - segundo informação já existe projeto. Obras de suma importância para melhoria da circulação viária do bairro. Esta via se encontra com o volume de tráfego saturado na maior parte do dia.
07)    Viaduto Alim Pedro, obra de mergulhão na Avenida Cesário de Melo – ligando lado norte ao lado sul. Trata-se do ponto mais crítico da região, com reflexos em toda área central e no corredor de ligação Avenida Brasil/Barra, onde o semáforo existente trabalha com nível de serviço saturado praticamente tempo todo. Foram realizadas obras e mudanças na circulação viária ao longo dos últimos anos, que minimizaram a situação, mas que com o crescimento do volume de tráfego se encontra subdimensionadas. A proposta de intervenção dessas obras, nos moldes executado na Rua Cândido Benício coma Estrada Intendente Magalhães, que pode ser a melhor solução; 
08)      Obras de prolongamento da Avenida Alhambra até a Estrada da Cachamorra  - obras da ponte já em andamento, pela prefeitura do Rio / Secretaria de Obras, devendo ser previsto a melhora da infraestrutura e urbanização destas vias, pois existe a tendência do crescimento do tráfego viário. A maior parte da Avenida Alhambra não é urbanizada e não possui pavimentação. Obra importante, pois ligará Estr. do Monteiro com Estr. da Cachamorra, duas das principais vias arteriais do corredor av. Brasil/Barra;
09)   Obras de pavimentação da Rua Irajuba – ligação entre a Estrada do Moinho (trecho existente) e a Estrada do Cabuçu com a Estrada dos Cablocos (trecho a construir). Obra importante no aspecto da melhora da acessibilidade dos bairros locais, sendo necessária a realização de obras de infraestrutura no trecho da via existente;
10)   Obras de pavimentação da Rua Rodrigues Campelo – ligação entre a Estrada do Moinho (trecho existente) e a Estrada do Cabuçu com a Estrada dos Caboclos (trecho a construir). Obra importante no aspecto da melhora da acessibilidade dos bairros locais, sendo necessária a realização de obras de infraestrutura no trecho da via existente;
11)     Obras na Estrada dos Caboclos interligando a Estrada da Cachamorra com a Estrada do Cabuçu – ligação já existente, necessitando de obras de infraestrutura, pois não existe passeio e drenagem ao longo desta via. OBS: Pode ajudar aliviar a Estr. da Cachamorra (Trecho Estr. Iaraquã até Rua Olinda Elis);
12)   Obras na Rua Eulino Nogueira (trecho) – interligação entre a Estrada do Mato Alto e  Av. Alhambra. Facilita escoar o trafego pela Estrada do Monteiro ou Estrada da Cachamorra, atendendo todos os moradores dos sub-bairros local. Acho que pode ser uma contrapartida com a Construtora Vitale, que está construindo um condomínio  de médio padrão nesta via (Front Park Residence). É um excelente caminho alternativo;
13)   Priorizar a implantação dos PA’s com reconhecimento dos logradouros – ação importante, pois melhora a malha viária da região com a abertura de vários logradouros, otimizando o uso das vias coletoras e arteriais que se encontram sobrecarregadas;
14)   Elaboração de estudos de circulação de pedestres e veículos na área central do bairro – estudo necessário, com a intensão de valorizar o espaço dos pedestres, diminuindo o conflito entre pedestres e veículos. A linha férrea é um obstáculo tanto para veículos como para pedestres. O “engarrafamento” de pessoas para a travessia da linha férrea nas passagens existentes é crítico, agravado nas épocas de grande movimentação de vendas. A travessia de pedestres nas vias paralelas a linha férrea, geram conflito com o tráfego de veículos, além do risco de acidentes. A diminuição da oferta de estacionamento em logradouros públicos, acompanhadas da revitalização urbana, são medidas que mudariam o perfil da área central / Calçadão, além de valorizar a região;
15)   Projeto para obras da “Ligação B”, ligando o viaduto Oscar Brito (av. Brasil) com a av. das Américas – penso que existe um projeto básico, de grande importância para a região, pois retiraria o tráfego pesado de passagem da área central de Campo Grande, interligando a av. Brasil e Estrada Rio-São Paulo com a avenida Dom João VI (Transoeste) em Guaratiba.
      Gostaríamos de contar com apoio dos técnicos da prefeitura do Rio, sabemos que o prefeito Eduardo Paes, tem feito grandes intervenções na região oeste, porem estas propostas é para nortear o poder central, com relação ao engessamento que o nosso bairro, que vem sofrendo por causa da falta de mobilidade. Vamos precisar muito dos nossos representantes da região, deputados e vereadores que podem através das suas emendas, nos três entes federados viabilizarem algumas dessas propostas.
Segue croqui esquemático das vias pontuadas para intervenções.
ADENIL COSTA
Delegado do CRECI/RJ – Delegacia Regional de Campo Grande
Ex-Subprefeito da Zona Oeste/RJ – de 2001 ate 2006.