quinta-feira, abril 09, 2015

TRANSPORTE: SISTEMA FERROVIÁRIO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO/RJ

  TRANSPORTE – TRENS, TRENS / RIO: SuperVia (Concessionaria que começou a operar o transporte de trens urbano de passageiros na Região Metropolitana do Rio em 1998), e seu sistema ferroviário. O que os usuários dos trens da Central do Brasil (Dom Pedro) precisam saber sobre seu funcionamento e os entraves do sistema, no que diz respeito a parte elétrica e sua potência. VAMOS ACOMPANHAR E COBRAR MELHORIAS!
  Com as integrações entre os vários modais de transporte, o governo do estado do Rio está tentando fazer uma revolução na sua mobilidade, com investimentos que vem dos governos federal, estadual e municipal. O Estado tem se esforçado renovando a frota do sistema ferroviário. Segundo informações já compraram aproximadamente 120 novos trens com ar-condicionado. Para tentar transportar mais de um milhão de passageiros, por dia, só nos trens.  Porém, não basta só comprar trens novos, se não houver investimentos pesados em Subestações, nas redes aéreas com modernização (sistemas de triangulo,etc. - como em São Paulo) e na qualidade da manutenção da malha, vamos continuar tendo pane e muitas avarias.
Os ramais da Central do Brasil até Santa Cruz, da Central do Brasil até Japeri e da Central do Brasil até Deodoro, funcionam com 02 circuitos, ou seja, na falha de um, entra o outro. Os sistemas de sinalização também funcionam da mesma forma.  O que torna estes ramais um pouco mais eficientes, com relação ao sistema elétrico.
  O crítico está nos ramais da Central do Brasil até Belford Roxo e da Central do Brasil até Saracuruna, pois só funcionam com 01 circuito, pois na falha de uma Subestação, sacrifica a outra, e ai a corrente fica subdimensionada não sendo suficiente para alimentar certo número de trens. O mesmo acontece com os circuitos de sinalização, que na falha ou circuito partido, os trens têm que ser licenciados, até que equipes de manutenção chegue ao local do defeito (acidente) ou seja, tem que ser operado pelo centro de controle, o que gera muitos atrasos, e uma atenção maior de maquinistas, e do sacrifício para os passageiros que muitas vezes caminham pela linha.
  DA CENTRAL DO BRASIL ATÉ SANTA CRUZ, são 55 Km, com 35 estações, que são alimentados através de 08 Subestações com redes aéreas e com energia fornecida pela Light Serviços de Eletricidades S/A para as Subestações denominada primária com 138 Kv (138 mil volts), que segue para as secundárias com 44 Kv (44 mil volts) de corrente alternada, onde, através, de transformadores e retificadores transforma em 3Kv (3 mil volts), em correte continua para alimentar (tração) os trens.
  DA CENTRAL DO BRASIL (DOM PEDRO) ATÉ DEODORO – opera com duas Subestações primária com 138 Kv (138 mil volts) e três Subestações secundaria com 44 Kv (44 mil volts), além de três Subestações Seccionadora com 3 Kv, em corrente continua. Onde alimenta as suas 19 estações entre outras;
  DE DEODORO ATÉ SANTA CRUZ – opera com uma Subestação primária de 138 Kv (138 mil volts), e duas Subestações Secundária de 44 Kv (44 mil volts), além de uma Subestação de Seccionadora 3 Kv – corrente continua. Onde alimenta suas 16 estações;
  DA CENTRAL DO BRASIL (DOM PEDRO) ATÉ JAPERI - opera com uma Subestação primária de 138 Kv (138 mil volts), e duas Subestações Secundária de 44 Kv (44 mil volts), além de duas Subestação Seccionadora de 3 Kv – corrente continua. Onde alimenta suas 15 estações;
DE DEODORO ATÉ BELFOR ROXO (AUXILIAR) – opera com duas Subestação primária de 138 Kv (138 mil volts), e uma Subestação Secundária de 44 Kv (44 mil volts). Onde alimenta suas 19 estações;
  DA CENTRAL DO BRASIL (DOM PEDRO) ATÉ SARACURUNA (LEOPOLDINA) são duas Subestações primária com 138 Kv (138 mil volts) e duas Subestações Secundaria com 44 Kv (44 mil volts). Onde alimenta suas 23 estações.
  Já se faz necessário estender (reativar) o trem de Santa Cruz até o Município de Itaguaí, com cinco estações para atender a demanda do Parque Industrial de Santa Cruz e a população daquele município e seu entorno.
  O relato acima, pode não ser preciso, porem, fiz em função da minha experiencia na época em que trabalhei na Esusa Construções S/A, em 1987, quando ajudei a detalhar projetos construtivos  do pré metro. 
ADENIL COSTA
Ex-Subprefeito da Zona Oeste do Rio de 2001 a 2006
Delegado do CRECI-RJ - Delegacia Regional de Campo Grande.



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