quinta-feira, abril 28, 2016

MOBILIDADE URBANA: RIO/RJ - UMA CIDADE TRAVADA!

No dia 26/04, participei de um debate sobre mobilidade - Cidades Integradas e Políticas Tarifárias, onde se percebe que a mobilidade urbana está diretamente relacionada à qualidade de vida, além de ser um dos maiores causadores de estresse na vida das pessoas.
Diversos tratamentos de saúde deixam de ser feitos porque os pacientes não têm condições de pagar pelo deslocamento, dificuldade também afetam diretamente o rendimento escolar de jovens e crianças, que ficam cansados e com o sono sacrificado.
Trabalhadores que chegam atrasados nos seus empregos, e muitos que chegam á perder seus empregos, em função disso.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil apresenta o maior número de mortes no trânsito na América Latina. Os automóveis utilizam 78% do espaço público e transporta somente 03 da demanda de deslocamento.

É essencial que o Governo Federal discuta com os entes federados a governança da mobilidade urbana e fonte de recursos.
O Seminário foi realizado pelo Jornal EXTRA, patrocinado pela FETRANSPORT, com o apoio da Universidade Estácio de Sá.
O objetivo do encontro foi apresentar os pontos falhos no sistema de transporte público das principais cidades brasileiras, com a proposição de ações integradas que venham a melhorar estes sistemas e apresentar experiências bem sucedidas na Cidade de Santiago do Chile, entre outras.

Foi discutido há necessidade de se implementar alguns elementos essenciais que propiciem a melhoraria da mobilidade urbana, entre eles: integração dos diferentes tipos de transporte,
Mobilidade Urbana Integrada; planejamento do sistema de transporte de forma integrada: entre municípios estados e federação; hierarquização dos modelos de transporte e integração tarifária a fim de satisfazer às reais necessidades das pessoas.

Foi informado que as pesquisas mostram que São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades onde a população trabalhadora mais gasta no transporte urbano, são 40% (quarenta por cento) do salário dos mais pobres.
Todas as gratuidades (idosos, alunos e deficientes), 17% do custo das passagens, são rateadas entre os usuários pagantes, não há subsídio do governo, assim, os usuários pagam muito mais caro do que o transporte que utiliza. Também são divididos entre os usuários pagantes o custo com as depredações e queima de coletivos (em 2015 foram 36 coletivos, em 2016 já são 16 coletivos). Os engarrafamentos e congestionamentos nas vias provocam um aumento de 25% dos custos, também divididos entre os usuários.
Há necessidade de se implementar alguns elementos essenciais que propiciem a melhoraria da mobilidade urbana, entre eles: integração dos diferentes tipos de transporte, Mobilidade Urbana Integrada; planejamento do sistema de transporte de forma integrada:entre municípios estados e federação; hierarquização dos modelos de transporte e integração tarifária a fim de satisfazer às reais necessidades das pessoas.
A população precisa de transporte público de qualidade com preço acessível! Direito seu, garantido através de Emenda Constitucional promulgada em 2015, que estabeleceu como direito social o direito a um transporte público de qualidade.
De que o Brasil precisa: Melhorar sua produtividade; reduzir o custo Brasil, mobilidade urbana sustentável, investimento em infra-estrutura (aplicação contínua de recursos, focar nas medidas de priorização, incentivar medidas de baixo custo e resultados rápidos, melhorar a qualidade dos projetos).
Entendemos que os tributos para o financiamento do transporte público já existem, o que falta é uma melhor distribuição aos municípios (IPVA, CIDE, pedágios, entre outros).
Foram três palestrantes a apresentarem o tema: 1 - Luis Vidal, da Cidade do México, consultor da Consultoria Internacional sobre o tema e membro do Conselho de Transporte Público da cidade do México; 2-Marcos Bicalho dos Santos, Diretor da Associação de Transportes Coletivos e 3- Gilberto Perri, Secretário Executivo da Frente Nacional de Prefeitos, composto por 77 prefeitos de cidades brasileiras.





segunda-feira, abril 04, 2016

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DA GESTÃO

     VENCER COM A EXPERIENCIA: No final de 2015, ganhamos as eleições (reeleição) do Creci-RJ / Cofeci, com uma vitória que começou, em 2013, quando a gestão pautou a SERIEDADE E O COMPROMETIMENTO com a categoria e com a coisa pública, por tanto, penso que vale como um exercício.
Conhecimento: Universo aberto independentemente da função.
Hoje em dia apenas conhecimento, como sinônimo de capacitação técnica já não é os determinantes únicos da competência. É preciso ter PROPOSITO, INICIATIVA, OUSADIA, RESPONSABILIDADE, CRIATIVIDADE (INOVAÇÃO). São cinco qualidades humanas cada vez mais desejadas, que quando em conjunto são identificas pelo nome de EMPREENDEDORISMO. Ser empreendedor é fazer o que ninguém fez.
As pessoas que chegaram ao topo da pirâmide, e o que fazem algumas delas chegarem tão longe, então? Entre outras poucas variáveis importantes, coloque aí o efeito SINERGIA.
Como funciona isso? A pessoa pega um trajeto e fica firme nele. Aprende coisas relevantes sobre aquele caminho escolhido, faz relações boas dentro dele, mostra serviço, colhe benefícios. Cada uma dessas coisas potencializa as demais. Boas relações ensinam ainda mais, levam o sujeito a tornar-se visível. Por outro lado à visibilidade atrai coisas boas. Os serviços devolvidos ao ambiente criam boas relações e traz benefícios... Em síntese, tudo colabora com tudo.
Então, o segredo é manter-se no caminho em que está tendo sucesso, e alinha-lo sistematicamente. Oscilar de um lado para outro usualmente é uma estratégia ruim, embora para uns pouquíssimos sortudos acabe dando certo.  Em geral quem chega a presidente de uma instituição é que está a cinco, dez, vinte anos marchando num caminho certo.
Algumas constatações óbvias:
Se alguém está ocupando um posto tem de mostrar a que vem. Logo, tem de fazer valer as boas práticas recomendadas por aquele posto específico. Assim, no que diz respeito à autoridade e responsabilidade do posto, é fundamental liderar para baixo, para os lados e para cima.
Se não há liderança para cima, quem perde é a instituição (empresa), pois ela acaba virando modelo concebido por gente que, embora no topo, tem visão parcial das questões. Não se pode perder a riqueza da visão da equipe (time). O chefe autoritário que abafa seus funcionários atrapalha a empresa e acaba perdendo também. O melhor jeito de alguém atingir o sucesso é fazendo o certo, venha a ideia de onde vier. Logo, dar força a pessoas dos escalões abaixo, isto é, deixar gente de baixo liderar, é fundamental. Se não há liderança para cima, quem perde é a empresa, pois ela acaba virando modelo concebido por gente que, embora no topo, tem visão parcial das questões.
Não se pode perder a riqueza da visão da equipe (time). O chefe autoritário que abafa seus funcionários atrapalha a empresa e acaba perdendo também. O melhor jeito de alguém atingir o sucesso é fazendo o certo, venha a ideia de onde vier. Logo, dar força a pessoas dos escalões abaixo, isto é, deixar gente de baixo liderar, é fundamental.
OBS.: GESTÃO DE GOVERNO
A) Aspectos Positivos da Interveniência Política: Prioridades e Representação;
B) Aspectos Negativos: Fatiamento, Patrimonialismo, Instrumentalizar e aparelhar a máquina, Intervencionismo as Flexibilização e o Tempo Eleitoral;
C) Unidade: Gestão Matricial, Ações Multissetoriais, Coordenação Vertical; Diversidade Horizontal;
D)  Controle: Funções de Governo e de Estado.
1    *Pensar grande: o que vence de forma sustentável são as ideias;
2    *Começar pequeno: Velocidade;
3    *Evoluir rápido: Vencer obstáculos (concorrente);
4    *Organização Piramidal: Decisão sem pressa (Mundo Lento);
5    *Gerenciar no processo tipo Disco Voador (prato) é muito difícil no poder público há engessamento     pelas leis, decretos etc.;
6    *Administração Matricial: Gestores de sistema próprio: exemplo Secretaria de Saúde, Educação;
7    *Eficiência (Fazer as coisas certas) e eficácia: (Fazer o que tem que ser feito);
8    *Inovação como rotina e elemento central da concorrência;
9    *Estratégia: é o que há de futuro no presente;
1  *Globalização: Não e o espaço que e globalizável, mas os sistemas. Posso estar no 2º andar  “globalizado” e no 3º andar não está globalizado (o mercado financeiro está globalizado), ninguém  toma decisão sem olhar o mundo;
1   1. Decidir por macro-função: entender que no nosso sistema existe;
1   2. Decidir por micro-funções: intervir por temas, programas e focos;
1   3. Descentralização: eficiência administrativa e vertebração social;
1   4. Pedagogia da resposta rápida e do atendimento;
1   5. Mentalidade estratégica: o incerto / o que há de futuro no presente.

Milagre do Japão: Esta pautada em três pontos: 1º trabalho, 2º tecnologia e 3º Gerenciamento



terça-feira, janeiro 26, 2016

EDUCAÇÃO QUE FAZ A DIFERENÇA! COMPROMETIMENTO E DISCIPLINA É A PONTE ENTRE METAS E REALIZAÇÕES!

EDUCAÇÃO É O CAMINHO: COMPROMETIMENTO E DISCIPLINA É A PONTE ENTRE METAS E REALIZAÇÕES! Á Professora PATRICIA GOMES DE AZEVEDO (Diretora da Escola Municipal Aydea V. Fiuza de Castro – 10ª E/CRE - Município do Rio de Janeiro/RJ), indubitavelmente está antenada no que diz respeito à Educação como meio de inclusão, desenvolvimento e ascensão social é, reconhecidamente, a maior riqueza de uma cidade ou de um país. 
No dia 23/01/16, quando li o Jornal O Globo/página 09, matéria Prêmio Faz DIFERENÇA, vi entre os mais de 45 mil professores da rede publica municipal de educação do Rio, que lá estava a professora Patrícia, que juntamente com sua equipe colou sua escola de uma comunidade pobre da Zona Oeste, com o melhor IDEB do município do Rio. Parabenizo pelo comprometimento, pelo amor à educação, aos alunos e a comunidade de Vila Paciência (Favela do Aço).
A escola pública precisa se reinventar, tornar-se mais moderna, criativa, ser um espaço de inclusão e convivência, de exposição à diversidade e à cultura, de estímulo às habilidades e ao desenvolvimento de competências essenciais para o exercício da cidadania.
Em relação à gestão pública, muitos (Prefeitos) estão preocupados com os votos, assim, faz o que a maioria da população inculta quer. A maior parte da população nada entende sobre educação progressista, ainda está no passado (mundo antigo), época em que o aluno precisava decorar e tirar notas nas provas. Não podia pensar, só tinha que repetir.
Precisamos acabar definitivamente com o populismo que ainda impera em todos os segmentos da sociedade! A primeira mudança que precisa ser feita é na política. Povo bem educado/formado sabe pensar e decidir bem e isto não interessam a muitos políticos... SALVE A EDUCAÇÃO PÚBLICA. SALVE OS PROFESSORES DO RIO!




sexta-feira, setembro 04, 2015

CAMINHOS DA ECONOMIA BRASILEIRA ENTRE 1988 E 2018

O Brasil já passou por várias crises, a própria história econômica nacional mostra isso. Foram crises que abriram e pavimentaram os caminhos para o futuro do país. 
Por isso, diante da crise atual o empreendedor não deve baixar a cabeça, pois em meio às dificuldades podem surgir grandes oportunidades para quem conseguir identificá-las.
O maior problema e, que hoje a nossa crise é econômica, politica e moral. O BRASIL E MAIOR QUE TUDO ISSO.
TENDÊNCIAS E CAMINHOS DA ECONOMIA BRASILEIRA ENTRE 1988 E 2018!
Do Ex-Blog Cesar Maia - 04/09/15.
Apresentação do ITAU – JGP (agosto-2015).
A JGP é uma das mais tradicionais prestadoras de serviços financeiros independente do Brasil, tendo sido fundada em outubro de 1998 por um grupo de profissionais com vasta experiência em gestão de recursos tanto no Brasil quanto no exterior. Veja alguns gráficos interessantes.
2. Com o Plano Real e a estabilização macro, os governos social-democratas puderam elevar as despesas públicas a um ritmo bem acima do PIB.  Para financiar o aumento da despesa, recorreu-se a uma elevação da carga tributária.
3. O governo federal foi perdendo a flexibilidade dos gastos. Mais de 70% das despesas federais é composta por transferências diretas à famílias. Tirando saúde e educação, sobram apenas 11.4% do orçamento para gastos discricionários.
4. A agenda de estabilização macroeconômica não foi completada. No início do Plano Real, houve descuido com a questão fiscal.  A falta de austeridade fiscal, conjugada aos juros altos da fase pós estabilização, levou a uma mudança de patamar da Dívida/PIB mesmo com as privatizações.
5. No 2o FHC, foi construído o tripé macroeconômico: câmbio flutuante, austeridade fiscal e metas de inflação. No entanto, o medo do PT atropelou a estabilidade em 2002.  A inflação subiu muito em 2002/03 e de forma muito rápida, fruto da falta de confiança na estabilidade macro. Ainda não estamos nesse ponto agora mas..
6. A mudança de preços relativos ainda não ocorreu: a inflação de tradables está abaixo da inflação de não tradables. No primeiro governo Lula, com a ajuda do boom de commodities, chegou-se o mais perto de completar a estabilização. Faltou zerar o déficit nominal. Isso é impensável agora.
7. O governo Dilma adotou o lema “gasto é vida” e abandonou a austeridade fiscal. Nova matriz macroeconômica: intervenção governamental, esvaziamento das agências reguladoras, proteção tarifária e juros baixos. Resultado: inflação mais alta.   Outro resultado da Nova Matriz: baixo crescimento. 
8. Problema adicional: com a transição demográfica, a população está envelhecendo. A população aposentada cresce a 3.5% a.a. enquanto a PEA cresce a 1% a.a. O Brasil transfere 10 vezes mais recursos públicos para idosos (saúde e previdência) do que para crianças (educação) em termos per capita.
9. Soluções passam por reformular o modelo de crescimento. O bem estar social não cabe mais no PIB. Os gastos do governo crescem todo ano em termos reais.  A poupança está em queda e o investimento é cada vez mais financiado com déficit em conta-corrente. Com a desvalorização do câmbio, o investimento vai cair ainda mais.

10. Nosso cenário base contempla o déficit em conta-corrente de 3% do PIB em 2017. É uma melhora muito tímida em face de um cenário de crescimento tão baixo.  A falta de produtividade é um entrave para o crescimento. Nos últimos anos, a produtividade está negativa!
11. Vai ser preciso piorar? Ou surge um consenso político capaz de equilibrar as contas públicas e redefinir o modelo de crescimento ou caminharemos para o downgrade.  Uma visão sobre o curto prazo: o ciclo de aperto monetário deve ter chegado ao fim. Tudo indica que será possível cortar um pouco a taxa de juros em 2016.

12. No entanto, as novas metas fiscais não garantem estabilização da relação Dívida/PIB, o que gera um risco de dominância fiscal. O risco de cauda está aumentando.  Cenário de cauda: o câmbio se desvaloriza muito, gerando inflação mais alta e crescimento menor. A taxa de juro não cai e a deterioração do quadro fiscal é mais rápida.
13. A piora do ambiente macroeconômico pode se tornar aguda a ponto de provocar um rompimento político. A combinação de (i) baixo crescimento, (ii) aumentos reais de salários sem a contrapartida da produtividade e  (iii) carga tributária ascendente resultou em grande queda de margens.
14. Tal efeito pode ser visto também pela ótica do lucro como % do PIB, que apresentou forte queda, especialmente nas empresas abertas, desde 2010.  Por outro lado, não houve uma redução equivalente dos dividendos nem dos investimentos, o que indicava um certo otimismo e pressionou o caixa das empresas. Tais fatores, combinados com o crédito farto e barato dos bancos públicos, resultaram em um aumento da alavancagem das empresas a partir 2010.
15. Porém, a queda das margens foi tão relevante que, desde 2012, o ROIC (retorno sobre o capital investido), está menor que o custo da dívida, implicando em destruição de valor com o aumento da alavancagem.  A combinação das dinâmicas descritas culminou na queda expressiva do ROE (retorno sobre o patrimônio), chegando a níveis muito abaixo do custo de capital. As empresas só sobrevivem porque o grau de competição é limitado. Em grande parte dos setores, as cinco maiores empresas detêm mais de 70% de market share.



sexta-feira, agosto 28, 2015

BRASIL: MOMENTOS DIFÍCEIS COM PROBLEMAS ESTRUTURAIS - OS ESTADOS E MUNICÍPIOS ESTÃO EM CRISE E ASSISTINDO SUAS RECEITAS DESABAREM

A política econômica brasileira, no seu conjunto de ações governamentais que que deveria ser planejadas para atingir determinadas finalidades relacionadas com a situação econômica do Brasil, passa por problemas sérios estruturais.
Segundo matéria do Jornal O Globo – 23/08/15, mostra que a maioria dos estados brasileiros já descumprem os limites da LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101, de 04/05/2000). Dados do primeiro quadrimestre de 2015.
De acordo com a matéria, cinco estados estouraram os limites de gastos com pessoal sobre a receita corrente liquida, que são 49%, segundo a LRF, e dezessete estados estão acima do limite prudencial definido em 44,1%.
Na questão da dívida / receita liquida, os estados com maiores dificuldades são: O Rio Grande do Sul, que ultrapassou o limite dos 200%, previsto na LRF, ficando com 213,14%, Minas Gerais, com 182,43% e Rio de Janeiro com 177,65%.
Veja como exemplo de perda orçamentária o Estado do Rio de Janeiro. As rubricas orgânicas e mais significativas da execução orçamentária deixam clara a grave situação financeira do Estado do Rio. Abaixo, números oficiais. O cálculo comparado entre o primeiro semestre de 2014 e o primeiro semestre de 2015 (Diário Oficial - dia 20 de julho de 2015) usou como inflator o IPCA de 8%.
RECEITAS!
1-RECEITA TRIBUTÁRIA:               

1º Semestre de 2014: R$ 19,183 bilhões. Corrigido para 2015: R$ 20,717 bilhões. 
1º Semestre de 2015: R$ 14,716 bilhões. Diminuição real de (-28,9%).
2-ICMS:                            
1º Semestre de 2014: R$ 13,491 bilhões. Corrigido para 2015: R$ 14,570 bilhões. 
1] Semestre de 2015: R$ 9,362. Diminuição real de (-35,7%).
3-IPVA           
1º Semestre de 2014: R$ 1,51 bilhão. Corrigido para 2015: R$ 1,63 bilhão. 
1º Semestre de 2015: R$ 785,6 milhões. Diminuição real de (-51,8%).
4-EXECUÇÃO DA DÍVIDA ATIVA:
1º Semestre de 2014: R$ 130,4 milhões.  Corrigido para 2015: R$ 140,8 milhões.  
1º Semestre de 2015:  R$ 44,99 milhões. Diminuição real de (-68%).
5- OPERAÇÕES DE CRÉDITO:
1º Semestre de 2014: R$ 3,734 bilhões. Corrigido para 2015: R$ 4,032 bilhões. 
1º Semestre de 2015: R$ 1,429 bilhão. Diminuição real de (-64,5%).
Muitos estados já estão no volume morto (Fundo do poço). O que fazer para sair desse imbróglio?
O fracasso competitivo brasileiro, só não afetou muito o agronegócio devido seu alto poder de competição, ou seja, não depende muito da política do governo. Este fracasso esta mas fundamentado na indústria brasileira, onde devemos avaliar melhor, por ter raízes criadas pela má gestão da política econômica de governo.
Como fazer com o fracasso acumulativo no Brasil, onde o ideal e aproximarmos em determinado momento de um esforço de investir uns 28 a 30% do PIB, numa fase de euforia de investimentos, porem o Brasil está caindo para o patamar dos 15%, esse ano. Por que não conseguimos investir? e nem o setor privado se sente motivado a investir, pois já não e uma questão de confiança. 

Até o setor de serviços vem recuando, ele envolve diversas áreas, como educação, saúde, cabeleireiras, entre outras, que  representa aproximadamente 55% do PIB e geram  aproximadamente 65% da força de trabalho no Brasil. Este setor atende as famílias, as empresas e aos governos.
O fracasso distributivo, pode ser  porque milhões de pessoas entraram no mundo do consumo? e agora estão descobrindo que o mundo do consumo e um mundo de endividamento, muitas pessoas estão meio que em águas rasa, por falta de capitalização, tem baixo acesso à acumulação da poupança, e estamos com instrumento arcaico, antigo que já deu o que tinha que dar, que chama a caderneta de poupança, onde o governo não poupa nada, e nós sabemos que do ponto de vista macroeconômico o governo “despoupa”, tem uma poupança negativa, é um gastador e ainda fica olhando para o nosso bolso.
Num quadro desses, podemos dizer que trata-se de um fracasso estrutural com uma ausência total de uma agenda econômica de médio e longo prazo, daí decorre uma constatação que o Brasil não está indo para lugar nenhum. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB teve queda de 1,9% no segundo trimestre de 2015, em comparação ao primeiro trimestre deste ano, e mostra uma recessão técnica segundo especialistas.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101, de 04/05/2000) estabelece, em regime nacional e parâmetros a serem seguidos relativos ao gasto público de cada ente federativo (estados e municípios) brasileiro. A LRF entende como despesa total com pessoal o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de membros de Poder. Os limites da despesa total com pessoal são (em percentual da receita corrente líquida):
A União: 50%; Estados: 60%; Municípios: 60%. Além desses limites, a LRF estabelece como eles devem ser divididos dentro de cada esfera governamental: Na esfera federal:
2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União;6% para o Judiciário; 40,9% para o Executivo; 0,6% para o Ministério Público da União;
Na esfera estadual: 3% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado; 6% para o Judiciário; 49% para o Executivo; e 2% para o Ministério Público dos Estados;
Na esfera municipal: 6% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Município, quando houver e 54% para o Executivo.
E por ai vai. A crise vai passar e o Brasil ainda é o melhor país para se investir.

domingo, julho 12, 2015

GRÉCIA: OS CUIDADOS COM O ABISMO DA DESIGUALDADE E AS AMEAÇAS AO FUTURO DA EUROPA

Os cuidados que os gestores públicos devem ter em seus planejamentos, é principalmente entender o que é função de estado.
O futuro da Europa pode estar ameaçado, em função de alguns dos países do bloco passar por dificuldades em se adequar a moeda única, onde o problema não é só a Grécia, mas também Portugal, Espanha, Itália e outros. Se a crise não for resolvida na Zona do Euro ela pode se estender para o mundo.
A Grécia é um país com aproximadamente 11 milhões de habitantes, e que hoje tem aproximadamente 34% da sua população sob a linha da exclusão e da pobreza, cuja distância entre pobres e ricos ameaçam o futuro Europeu.
Bem antenado está o Ex-ministro Belgo GUY VERHOFSTADT - vale assistir os seus conselhos no DISCURSO PARA O PRIMEIRO MINISTRO GREGO ALEXIS TSIPRAS NO PARLAMENTO EUROPEU, EM 8 DE JULHO DE 2015.
https://www.youtube.com/watch?v=P84tN0z4jqM
AS CINCO COISAS QUE O GOVERNO GREGO DEVE FAZER! 
1. Neste momento de crise, as instituições europeias devem estar unidas. Não há solução para a Grécia, para a Eurozona sem democracia, quando não há um debate no Parlamento Europeu. O senhor disse que os gregos fizeram um enorme esforço. É verdade, mas o problema é que a classe política grega não fez o bastante. O senhor fala sobre reformas, mas nunca vemos propostas concretas de reforma.
2. E estamos vendo a saída da Grécia da zona do Euro há 5 anos e nos últimos meses temos visto correr em direção à saída. Mas não será o senhor, nem seremos nós a pagar a conta, mas sim o cidadão grego. E se quisermos evitar isso, só há uma saída e o senhor a conhece muito bem. Que o senhor apresente, nas próximas 48 horas, um pacote crível de reformas.
3. Que o senhor apresente um planejamento, um calendário claro e datas claras das diferentes reformas que nós desesperadamente precisamos na Grécia. Deixe-me apontar as 5 coisas que você precisa fazer: 01 acabar com o sistema de clientelismo. O senhor está usando o sistema, o senhor está caindo na mesma armadilha do PASOK, que usou o sistema de clientela por anos e anos. 02 reduzir o setor público. 03, transformar os bancos públicos num sistema financeiro privado saudável. 04, abrir o mercado e empregos atualmente fechados para os jovens e 05, acabar com o privilégio de armadores, militares e partidos políticos que recebem dinheiro diariamente de bancos públicos que estão falidos.

4. Faça isso e nós vamos tentar encontrar uma solução. E o senhor pode fazer, pois nunca houve um Primeiro Ministro na Grécia com um mandato tão forte como o senhor. O senhor ganhou as eleições e o referendo. O senhor tem uma escolha: Como o senhor quer ser lembrando?  Como um acidente eleitoral que fez seu povo ficar mais pobre ou um verdadeiro reformista revolucionário? Eu sei que 80% do seu povo quer permanecer na zona do Euro. Então mostre que o senhor é um verdadeiro líder e não um falso profeta.



quarta-feira, junho 24, 2015

SISTEMA DE TRANSPORTES E OS PREJUÍZOS PARA O CIDADÃO. UM APAGÃO NO PLANEJAMENTO.

Mas que elaborar um plano de mobilidade, ou desenvolver propostas para os sistemas de transportes para que os deslocamentos de pessoas e bens na cidade e no estado do Rio de Janeiro ocorram de forma sustentável, deve basear-se em princípios fundamentais como acessibilidade, segurança, eficiência, qualidade de vida, ação integrada e meio ambiente.
Ouvir a população (os diversos seguimentos da sociedade civil organizada), contribui, em muito para elaboração de um Plano e Mobilidade Urbana Sustentável, e respeitar o Estatuto das Cidades, que estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo e do bem-estar dos cidadãos (Lei 10.257 de julho de 2001).
No caso do Município do Rio de Janeiro/RJ, se faz necessário respeitar o que está no Plano Diretor – Lei nº 111 de fevereiro de 2011, no que diz respeito ações estruturantes da Política de Transportes: Complementação da rede de transportes de passageiros de alta capacidade; Gestão junto aos órgãos das esferas pública federal e estadual (poderes concedentes) e privadas (operadores privados), visando a melhoria operacional dos ramais dos sistemas ferroviário e metroviário, com aumento de capacidade, velocidade média e redução do tempo de viagem em todos os ramais, considerando as distâncias. Intervenções nos sistemas de transporte e viário que viabilizem a conclusão do Anel Viário da Cidade articulados a políticas de Uso e Ocupação do Solo sustentáveis, entre outros.
Um sistema de transporte envolve investimentos em infraestrutura, como construção de vias, viadutos, construção de tuneis, construção de novas rodoviárias, construção de estações de barcas (atracadouros), de trens, metro, e outros.
Porém, vejo como problema no Brasil, é que os governos deveriam respeitar totalmente a Lei 8.666 de junho de 1993, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados e dos Municípios. O maior erro dos gestores públicos, e a forma de licitar obras sem projetos executivo e sem detalhamento, pois essa falta de organização e que leva ao desperdício de dinheiro público e aditivação de contratos, em quase todos os contratos de obras públicas, país a fora.
Um exemplo: As obras dos Bondes de Santa Tereza, que tinham valor inicial aproximado em R$ 58,6 milhões, em junho 2013, e já passou dos R$ 87,1 milhões, ou seja 49% a mais (conforme mostra a matéria do O Globo de 21/06), o que significa vários aditivos, custos não esperados, ou seja falta de projeto detalhado e de fiscalização no cronograma de execução das obras.
No caso dos trens, a Supervia (Concessionária), há muito tempo e palco de cenas lamentáveis, plataformas fora de padrões, desnível entre o trem e a plataforma que frequentemente causa quedas de passageiros, panes no sistema que levam os passageiros a caminharem pelos trilhos até estações, falta de investimentos em Subestações, que já se encontram subdimensionadas, entre outros.
No transporte rodoviário, não é diferente, a superlotação dos ônibus nos horários de pico, já não encontra solução, além de retiradas de várias linhas de ônibus em toda cidade. Os corredores exclusivos dos ônibus do sistema BRT (Bus Rapid Transit), implantados pela prefeitura do Rio, como alternativa, que traria conforto, segurança e rapidez no deslocamento, onde o primeiro corredor implantado na Transoeste, que completam três anos funcionando. O conforto deixou de existir, pois foi projetado para aproximadamente 15 mil passageiros / hora e já passam 17 mil/hora.
No transporte Aquaviário (Barcas) não é diferente, as novas barcas são mais lentas do que as antigas, além de não caberem no estaleiro, onde deveriam se ser ancoradas e por ai vai.
E uma crise generalizada, a Lei 8.666, acima citada, exige apenas projeto básico para licitações de obras e de serviços, com isso compromete o planejamento de médio e longo prazo, não só no Estado do Rio, no município do Rio, mas em todo Brasil. Já se faz necessário rever esta Lei.
Acredito muito na gestão do prefeito Eduardo Paes e do Governador Pezão, mas vale uma capacitação maior para fiscais desses contratos, e a punição daqueles que apontam obras mal executadas.