terça-feira, junho 17, 2014

RIO DE JANEIRO/RJ/BRASIL: A CIDADE DAS CIDADES (CIDADE MERCADORIAs).

Nos últimos anos, a Cidade do Rio de Janeiro passou a ser uma das principais cidades a liderar, no Brasil, a valorização dos imóveis. Esta onda de valorização urbana está relacionada a alguns fatores, tais como o estrutural, o déficit habitacional e também a falta de espaços urbanos com estrutura disponível para construção. Tudo isto associado aos megaeventos que foram sediados na cidade, como os jogos Pan-Americanos de 2007, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente / RIO + 20 (Desenvolvimento Sustentável), que aconteceu em junho de 2012, onde recebeu aproximadamente, 100 Chefes de Estados; Encontro Mundial da Juventude Católica, em 2013; a Copa das Confederações, em 2013, que deixaram um legado e preparam a cidade para novas conquistas.
Além disto, o Rio recebendo a Copa do Mundo (FIFA), em junho 2014, e receberá as Olimpíadas em 2016.
Vale ressaltar, que houve um aumento considerável na renda dos consumidores, ampliação na divulgação dos programas habitacionais e a facilidade para obtenção de crédito para compra da moradia.
A partir da década de 90 houve uma melhor percepção dos gestores públicos sobre a necessidade de se promover o desenvolvimento ENDÓGENO na cidade, e isto gerou avanço para vários pontos da Cidade do Rio/RJ/Brasil. Para que se alcançasse esse avanço, foi necessário criar um plano estratégico para cidade, que foi discutido com os diversos segmentos da sociedade civil organizada, coordenado pelo governo municipal. Para o desenvolvimento do plano participaram, aproximadamente, 750 pessoas e instituições da sociedade civil organizada, onde as decisões foram tomadas com a participação do governo, do setor de negócios e da sociedade em geral.
A finalidade do plano era transformar a Cidade do Rio de Janeiro em uma grande metrópole, com crescente qualidade de vida, empreendedora e competitiva, com capacidade para ser um centro de pensamento e geração de negócios para o país e sua conexão privilegiada com o exterior. A ideia é valorizar os espaços públicos (centros de bairros, áreas com potencial para polos gastronômicos, polo de automóveis, expansão do mercado imobiliário, polo tecnologicos etc.), para atender a demanda do mercado, chamando a iniciativa privada para esta grande parceria, pois a função do governo é a articulação social e a dos empresários é de gerar trabalho e renda na cidade, isto onde eles entenderem que exista potencial para investimento e para crescimento. Podemos dizer que este plano, de iniciativa do governo municipal, foi bem aceito pela iniciativa privada.
Para minimizar o engessamento do crescimento de várias áreas da cidade foram criados vários PEU’s (Plano de Estruturação Urbana), planejando melhor o desenvolvimento da cidade, definindo gabaritos para os prédios, áreas industriais, comerciais, residências e de proteção ambiental entre outras melhorias. Isto ajudou substancialmente o desenvolvimento ordenado e o crescimento de vários bairros da cidade.
Em 2011, tivemos a revisão do Plano Diretor da cidade do Rio, através da Lei Complementar n.º 111 de 1º de fevereiro de 2011. Que dispõe sobre a Política Urbana e Ambiental do Município, institui o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Sustentável do Município do Rio de Janeiro e dá outras providências.
            Em 2015 precisamos revisar aprovar os instrumentos do Plano Diretor, Leis específicas que estabelece normas gerais e de detalhamento do planejamento urbano da nossa cidade, relativas às seguintes matérias, observadas as diretrizes fixadas nas Leis complementares (instrumentos do plano) como: A LOUS (Lei de Uso e Ocupação do Solo); LPS (Lei de Parcelamento do Solo); COE (Código Obras e Edificações) e a CLF (Código de Licenciamento e Fiscalização). 
Estas medidas serão acompanhadas da valorização dos espaços públicos, dando ao Rio uma colocação importante no cenário econômico nacional e internacional.
Em fim, esta e uma cidade que produz zunidos vibrantes, e uma cidade exclusivamente que gera formas significantes na sociedade. E, portanto, tem condições especiais na realização dos valores da liberdade, da igualdade, de fraternidade e de sociedade, além de produzir o estimulo intelectual. O Rio produz inteligência declarando-se distinta em comercio, em serviços e arte, em cultura e recursos, em limites e heranças, em clima e geografia, em sua identidade.
E uma cidade que planeja, que constrói, atraí novos negócios e determina sua identidade comunitária, onde tudo trabalha para criar a própria vibração e zunido e sua corrente e voltagem.
Não podemos esquecer-nos do fato de que por mais que se invista na questão estrutural da cidade (Transoeste, Transolimpica, Transcarioca, Transbrasil duplicação das vias arteriais, construção de viadutos, de túneis, melhorias físicas e operacionais no trânsito), vamos sempre ter dificuldade na mobilidade das pessoas, pois além do “boom imobiliário” (que não considero especulação, e sim, consequência do déficit habitacional), por ser o Rio, uma Cidade Maravilhosa, com tantas belezas naturais, tem atraído pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo.
Como exemplo de crescimento endógeno, está o bairro de Campo Grande, pois a partir de 2008, com a vinda de grandes empresas do ramo da construção civil para região, teve um grande aquecimento na área imobiliária, tendo em 2012, aproximadamente, 15 mil unidades habitacionais e comerciais sendo entregues, aumentando a população em torno de 60 mil pessoas e mais gente ainda chegando ao bairro. Com a inauguração do novo Shopping da Estrada do Monteiro, somados aos dois que já funcionam no bairro, vamos ter um fluxo muito grande de pessoas.
Campo Grande/Rio, sem dúvida, é um dos melhores bairros para se investir. Venham crescer com a gente!!!



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