EDUCAÇÃO É O CAMINHO: COMPROMETIMENTO E DISCIPLINA É A PONTE ENTRE METAS E REALIZAÇÕES! Á Professora PATRICIA GOMES DE AZEVEDO (Diretora da Escola Municipal Aydea V. Fiuza de Castro – 10ª E/CRE - Município do Rio de Janeiro/RJ), indubitavelmente está antenada no que diz respeito à Educação como meio de inclusão, desenvolvimento e ascensão social é, reconhecidamente, a maior riqueza de uma cidade ou de um país.
No dia 23/01/16, quando li o Jornal O Globo/página 09, matéria Prêmio Faz DIFERENÇA, vi entre os mais de 45 mil professores da rede publica municipal de educação do Rio, que lá estava a professora Patrícia, que juntamente com sua equipe colou sua escola de uma comunidade pobre da Zona Oeste, com o melhor IDEB do município do Rio. Parabenizo pelo comprometimento, pelo amor à educação, aos alunos e a comunidade de Vila Paciência (Favela do Aço).
A escola pública precisa se reinventar, tornar-se mais moderna, criativa, ser um espaço de inclusão e convivência, de exposição à diversidade e à cultura, de estímulo às habilidades e ao desenvolvimento de competências essenciais para o exercício da cidadania.
Em relação à gestão pública, muitos (Prefeitos) estão preocupados com os votos, assim, faz o que a maioria da população inculta quer. A maior parte da população nada entende sobre educação progressista, ainda está no passado (mundo antigo), época em que o aluno precisava decorar e tirar notas nas provas. Não podia pensar, só tinha que repetir.
Precisamos acabar definitivamente com o populismo que ainda impera em todos os segmentos da sociedade! A primeira mudança que precisa ser feita é na política. Povo bem educado/formado sabe pensar e decidir bem e isto não interessam a muitos políticos... SALVE A EDUCAÇÃO PÚBLICA. SALVE OS PROFESSORES DO RIO!
ARTIGOS - Entrevistas - Notícias Publicadas e não publicadas - Creci 39.423 - Perito Judicial e Perito avaliador Mercadológico CNAI nº 20414 Paginas: www.facebook.com/AdenilMC e www.adenilcosta.com.br - E-mail: adenilmc@gmail.com
terça-feira, janeiro 26, 2016
sexta-feira, setembro 04, 2015
CAMINHOS DA ECONOMIA BRASILEIRA ENTRE 1988 E 2018
O Brasil já passou
por várias crises, a própria história econômica nacional mostra isso. Foram
crises que abriram e pavimentaram os caminhos para o futuro do país.
Por isso, diante da
crise atual o empreendedor não deve baixar a cabeça, pois em meio às
dificuldades podem surgir grandes oportunidades para quem conseguir
identificá-las.
O maior problema e, que hoje a nossa crise é econômica, politica e moral. O BRASIL E MAIOR QUE TUDO ISSO.
TENDÊNCIAS E CAMINHOS DA ECONOMIA BRASILEIRA
ENTRE 1988 E 2018!
Do Ex-Blog Cesar Maia - 04/09/15.
Apresentação do ITAU – JGP (agosto-2015).
A JGP é uma das mais tradicionais prestadoras de serviços
financeiros independente do Brasil, tendo sido fundada em outubro de 1998 por
um grupo de profissionais com vasta experiência em gestão de recursos tanto no
Brasil quanto no exterior. Veja alguns gráficos interessantes.
2. Com o Plano Real e a estabilização macro, os
governos social-democratas puderam elevar as despesas públicas a um ritmo bem
acima do PIB. Para financiar o aumento da despesa, recorreu-se a uma
elevação da carga tributária.
3. O governo federal foi perdendo a
flexibilidade dos gastos. Mais de 70% das despesas federais é composta por
transferências diretas à famílias. Tirando saúde e educação, sobram apenas
11.4% do orçamento para gastos discricionários.
4. A agenda de estabilização macroeconômica não
foi completada. No início do Plano Real, houve descuido com a questão
fiscal. A falta de austeridade fiscal, conjugada aos juros altos da fase
pós estabilização, levou a uma mudança de patamar da Dívida/PIB mesmo com as
privatizações.
5. No 2o FHC, foi construído o tripé
macroeconômico: câmbio flutuante, austeridade fiscal e metas de inflação. No
entanto, o medo do PT atropelou a estabilidade em 2002. A inflação subiu
muito em 2002/03 e de forma muito rápida, fruto da falta de confiança na estabilidade
macro. Ainda não estamos nesse ponto agora mas..
6. A mudança de preços relativos ainda não
ocorreu: a inflação de tradables está abaixo da inflação de não tradables. No
primeiro governo Lula, com a ajuda do boom de commodities, chegou-se o mais
perto de completar a estabilização. Faltou zerar o déficit nominal. Isso é
impensável agora.
7. O governo Dilma adotou o lema “gasto é vida”
e abandonou a austeridade fiscal. Nova matriz macroeconômica: intervenção
governamental, esvaziamento das agências reguladoras, proteção tarifária e
juros baixos. Resultado: inflação mais alta. Outro resultado da
Nova Matriz: baixo crescimento.
8. Problema adicional: com a transição
demográfica, a população está envelhecendo. A população aposentada cresce a
3.5% a.a. enquanto a PEA cresce a 1% a.a. O Brasil transfere 10 vezes mais
recursos públicos para idosos (saúde e previdência) do que para crianças
(educação) em termos per capita.
9. Soluções passam por reformular o modelo de
crescimento. O bem estar social não cabe mais no PIB. Os gastos do governo
crescem todo ano em termos reais. A poupança está em queda e o
investimento é cada vez mais financiado com déficit em conta-corrente. Com a
desvalorização do câmbio, o investimento vai cair ainda mais.
10. Nosso cenário base contempla o déficit em
conta-corrente de 3% do PIB em 2017. É uma melhora muito tímida em face de um
cenário de crescimento tão baixo. A falta de produtividade é um entrave
para o crescimento. Nos últimos anos, a produtividade está negativa!
11. Vai ser preciso piorar? Ou surge um consenso
político capaz de equilibrar as contas públicas e redefinir o modelo de
crescimento ou caminharemos para o downgrade. Uma visão sobre o curto
prazo: o ciclo de aperto monetário deve ter chegado ao fim. Tudo indica que
será possível cortar um pouco a taxa de juros em 2016.
12. No entanto, as novas metas fiscais não
garantem estabilização da relação Dívida/PIB, o que gera um risco de dominância
fiscal. O risco de cauda está aumentando. Cenário de cauda: o câmbio se
desvaloriza muito, gerando inflação mais alta e crescimento menor. A taxa de
juro não cai e a deterioração do quadro fiscal é mais rápida.
13. A piora do ambiente macroeconômico pode se
tornar aguda a ponto de provocar um rompimento político. A combinação de (i)
baixo crescimento, (ii) aumentos reais de salários sem a contrapartida da
produtividade e (iii) carga tributária ascendente resultou em grande
queda de margens.
14. Tal efeito pode ser visto também pela ótica
do lucro como % do PIB, que apresentou forte queda, especialmente nas empresas
abertas, desde 2010. Por outro lado, não houve uma redução equivalente
dos dividendos nem dos investimentos, o que indicava um certo otimismo e
pressionou o caixa das empresas. Tais fatores, combinados com o crédito farto e
barato dos bancos públicos, resultaram em um aumento da alavancagem das
empresas a partir 2010.
15. Porém, a queda das margens foi tão relevante
que, desde 2012, o ROIC (retorno sobre o capital investido), está menor que o
custo da dívida, implicando em destruição de valor com o aumento da
alavancagem. A combinação das dinâmicas descritas culminou na queda
expressiva do ROE (retorno sobre o patrimônio), chegando a níveis muito abaixo
do custo de capital. As empresas só sobrevivem porque o grau de competição é
limitado. Em grande parte dos setores, as cinco maiores empresas detêm mais de
70% de market share.
sexta-feira, agosto 28, 2015
BRASIL: MOMENTOS DIFÍCEIS COM PROBLEMAS ESTRUTURAIS - OS ESTADOS E MUNICÍPIOS ESTÃO EM CRISE E ASSISTINDO SUAS RECEITAS DESABAREM
A política econômica brasileira, no seu conjunto de ações governamentais que que deveria ser planejadas para
atingir determinadas finalidades relacionadas com a situação econômica do
Brasil, passa por problemas sérios estruturais.
Segundo matéria do Jornal O Globo – 23/08/15,
mostra que a maioria dos estados brasileiros já descumprem os limites da LRF - Lei de
Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101, de 04/05/2000). Dados do primeiro quadrimestre de 2015.
De acordo com a matéria, cinco estados
estouraram os limites de gastos com pessoal sobre a receita corrente liquida,
que são 49%, segundo a LRF, e dezessete estados estão acima do limite prudencial
definido em 44,1%.
Na questão da dívida / receita liquida, os
estados com maiores dificuldades são: O Rio Grande do Sul, que ultrapassou
o limite dos 200%, previsto na LRF, ficando com 213,14%, Minas Gerais, com 182,43%
e Rio de Janeiro com 177,65%.
Veja como exemplo de perda orçamentária o Estado do
Rio de Janeiro. As rubricas orgânicas e mais significativas da
execução orçamentária deixam clara a grave situação financeira do Estado do
Rio. Abaixo, números oficiais. O cálculo comparado entre o primeiro semestre
de 2014 e o primeiro semestre de 2015 (Diário Oficial - dia 20 de julho de 2015)
usou como inflator o IPCA de 8%.
RECEITAS!
1-RECEITA TRIBUTÁRIA:
1º Semestre de 2014: R$ 19,183 bilhões. Corrigido para 2015: R$ 20,717 bilhões.
1º Semestre de 2015: R$ 14,716 bilhões. Diminuição real de (-28,9%).
1-RECEITA TRIBUTÁRIA:
1º Semestre de 2014: R$ 19,183 bilhões. Corrigido para 2015: R$ 20,717 bilhões.
1º Semestre de 2015: R$ 14,716 bilhões. Diminuição real de (-28,9%).
2-ICMS:
1º Semestre de 2014: R$ 13,491 bilhões. Corrigido para 2015: R$ 14,570 bilhões.
1] Semestre de 2015: R$ 9,362. Diminuição real de (-35,7%).
1º Semestre de 2014: R$ 13,491 bilhões. Corrigido para 2015: R$ 14,570 bilhões.
1] Semestre de 2015: R$ 9,362. Diminuição real de (-35,7%).
3-IPVA
1º Semestre de 2014: R$ 1,51 bilhão. Corrigido para 2015: R$ 1,63 bilhão.
1º Semestre de 2015: R$ 785,6 milhões. Diminuição real de (-51,8%).
1º Semestre de 2014: R$ 1,51 bilhão. Corrigido para 2015: R$ 1,63 bilhão.
1º Semestre de 2015: R$ 785,6 milhões. Diminuição real de (-51,8%).
4-EXECUÇÃO DA DÍVIDA ATIVA:
1º Semestre de 2014: R$ 130,4 milhões.
Corrigido para 2015: R$ 140,8 milhões.
1º Semestre de 2015: R$ 44,99 milhões. Diminuição real de (-68%).
5- OPERAÇÕES DE CRÉDITO:
1º Semestre de 2015: R$ 44,99 milhões. Diminuição real de (-68%).
5- OPERAÇÕES DE CRÉDITO:
1º Semestre de 2014: R$ 3,734 bilhões.
Corrigido para 2015: R$ 4,032 bilhões.
1º Semestre de 2015: R$ 1,429 bilhão. Diminuição real de (-64,5%).
1º Semestre de 2015: R$ 1,429 bilhão. Diminuição real de (-64,5%).
Muitos estados já estão no volume morto (Fundo do poço). O que
fazer para sair desse imbróglio?
O fracasso competitivo brasileiro, só não
afetou muito o agronegócio devido seu alto poder de competição, ou seja, não
depende muito da política do governo. Este fracasso esta mas fundamentado na
indústria brasileira, onde devemos avaliar melhor, por ter raízes criadas pela
má gestão da política econômica de governo.
Como fazer com o fracasso acumulativo no Brasil,
onde o ideal e aproximarmos em determinado momento de um esforço de investir
uns 28 a 30% do PIB, numa fase de euforia de investimentos, porem o Brasil está
caindo para o patamar dos 15%, esse ano. Por que não conseguimos investir? e
nem o setor privado se sente motivado a investir, pois já não e uma questão de
confiança.
Até o setor de serviços vem
recuando, ele envolve diversas áreas, como educação, saúde, cabeleireiras,
entre outras, que representa
aproximadamente 55% do PIB e geram aproximadamente 65% da força de trabalho no Brasil.
Este setor atende as famílias, as empresas e aos governos.
O fracasso distributivo, pode ser porque milhões de pessoas entraram no mundo do
consumo? e agora estão descobrindo que o mundo do consumo e um mundo de endividamento,
muitas pessoas estão meio que em águas rasa, por falta de capitalização, tem baixo
acesso à acumulação da poupança, e estamos com instrumento arcaico, antigo que já
deu o que tinha que dar, que chama a caderneta de poupança, onde o governo não
poupa nada, e nós sabemos que do ponto de vista macroeconômico o governo
“despoupa”, tem uma poupança negativa, é um gastador e ainda fica olhando para
o nosso bolso.
Num quadro desses, podemos dizer que trata-se
de um fracasso estrutural com uma ausência total de uma agenda econômica de
médio e longo prazo, daí decorre uma constatação que o Brasil não está indo
para lugar nenhum. Segundo
o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB teve queda de
1,9% no segundo trimestre de 2015, em comparação ao primeiro trimestre deste ano, e mostra uma recessão técnica segundo especialistas.
A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei
Complementar nº 101, de 04/05/2000) estabelece, em regime nacional e parâmetros
a serem seguidos relativos ao gasto público de cada ente federativo (estados e
municípios) brasileiro. A LRF entende como despesa
total com pessoal o somatório dos gastos do ente da Federação com
os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos
eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e
de membros de Poder. Os limites da despesa total com
pessoal são (em percentual da receita corrente líquida):
A União: 50%; Estados: 60%; Municípios: 60%. Além desses limites,
a LRF estabelece como eles devem ser divididos dentro de cada esfera
governamental: Na esfera federal:
2,5% para o Legislativo, incluído o
Tribunal de Contas da União;6% para o Judiciário; 40,9% para o Executivo; 0,6% para o
Ministério Público da União;
Na esfera estadual: 3% para o
Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado; 6% para o
Judiciário; 49% para o Executivo; e 2% para o Ministério Público dos Estados;
Na esfera municipal: 6% para o
Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Município, quando houver e 54%
para o Executivo.
E
por ai vai. A crise vai passar e o Brasil ainda é o melhor país para se investir.domingo, julho 12, 2015
GRÉCIA: OS CUIDADOS COM O ABISMO DA DESIGUALDADE E AS AMEAÇAS AO FUTURO DA EUROPA
Os cuidados que os gestores públicos
devem ter em seus planejamentos, é principalmente entender o que é função de
estado.
O futuro da Europa pode estar ameaçado,
em função de alguns dos países do bloco passar por dificuldades em se adequar a
moeda única, onde o problema não é só a Grécia, mas também Portugal, Espanha, Itália
e outros. Se a crise não for resolvida na Zona do Euro ela pode se estender
para o mundo.
A Grécia é um país com aproximadamente
11 milhões de habitantes, e que hoje tem aproximadamente 34% da sua população
sob a linha da exclusão e da pobreza, cuja distância entre pobres e ricos ameaçam o futuro Europeu.
Bem
antenado está o Ex-ministro Belgo GUY VERHOFSTADT - vale assistir os seus conselhos no DISCURSO
PARA O PRIMEIRO MINISTRO GREGO ALEXIS TSIPRAS NO PARLAMENTO EUROPEU, EM 8 DE
JULHO DE 2015.
https://www.youtube.com/watch?v=P84tN0z4jqM
AS CINCO COISAS QUE O GOVERNO GREGO DEVE FAZER!
1. Neste momento de crise, as instituições
europeias devem estar unidas. Não há solução para a Grécia, para a Eurozona sem
democracia, quando não há um debate no Parlamento Europeu. O senhor disse que
os gregos fizeram um enorme esforço. É verdade, mas o problema é que a classe
política grega não fez o bastante. O senhor fala sobre reformas, mas nunca
vemos propostas concretas de reforma.
2. E estamos vendo a saída da Grécia da zona do
Euro há 5 anos e nos últimos meses temos visto correr em direção à saída. Mas
não será o senhor, nem seremos nós a pagar a conta, mas sim o cidadão grego. E
se quisermos evitar isso, só há uma saída e o senhor a conhece muito bem. Que o
senhor apresente, nas próximas 48 horas, um pacote crível de reformas.
3. Que o senhor apresente um planejamento, um
calendário claro e datas claras das diferentes reformas que nós
desesperadamente precisamos na Grécia. Deixe-me apontar as 5 coisas que você
precisa fazer: 01 acabar com o sistema de clientelismo. O senhor está usando o
sistema, o senhor está caindo na mesma armadilha do PASOK, que usou o sistema
de clientela por anos e anos. 02 reduzir o setor público. 03, transformar os
bancos públicos num sistema financeiro privado saudável. 04, abrir o mercado e
empregos atualmente fechados para os jovens e 05, acabar com o privilégio de
armadores, militares e partidos políticos que recebem dinheiro diariamente de
bancos públicos que estão falidos.
4. Faça isso e nós vamos tentar encontrar uma
solução. E o senhor pode fazer, pois nunca houve um Primeiro Ministro na Grécia
com um mandato tão forte como o senhor. O senhor ganhou as eleições e o
referendo. O senhor tem uma escolha: Como o senhor quer ser lembrando?
Como um acidente eleitoral que fez seu povo ficar mais pobre ou um verdadeiro
reformista revolucionário? Eu sei que 80% do seu povo quer permanecer na zona
do Euro. Então mostre que o senhor é um verdadeiro líder e não um falso profeta.
quarta-feira, junho 24, 2015
SISTEMA DE TRANSPORTES E OS PREJUÍZOS PARA O CIDADÃO. UM APAGÃO NO PLANEJAMENTO.
Mas que elaborar um plano de mobilidade,
ou desenvolver propostas para os
sistemas de transportes para que os deslocamentos de pessoas e bens na cidade e
no estado do Rio de Janeiro ocorram de forma sustentável, deve basear-se em princípios
fundamentais como acessibilidade, segurança, eficiência, qualidade de vida, ação
integrada e meio ambiente.
Ouvir a
população (os diversos seguimentos da sociedade civil organizada), contribui,
em muito para elaboração de um Plano e Mobilidade Urbana Sustentável, e
respeitar o Estatuto das Cidades, que estabelece normas de ordem pública e
interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem
coletivo e do bem-estar dos cidadãos (Lei
10.257 de julho de 2001).
No caso do Município do Rio
de Janeiro/RJ, se faz necessário respeitar o que está no Plano Diretor – Lei nº 111
de fevereiro de 2011, no que diz respeito ações
estruturantes da Política de Transportes: Complementação da rede de transportes
de passageiros de alta capacidade; Gestão junto aos órgãos das esferas pública
federal e estadual (poderes concedentes) e privadas (operadores privados),
visando a melhoria operacional dos ramais dos sistemas ferroviário e
metroviário, com aumento de capacidade, velocidade média e redução do tempo de
viagem em todos os ramais, considerando as distâncias. Intervenções nos
sistemas de transporte e viário que viabilizem a conclusão do Anel Viário da
Cidade articulados a políticas de Uso e Ocupação do Solo sustentáveis, entre
outros.
Um sistema de transporte envolve investimentos em
infraestrutura, como construção de vias, viadutos, construção de tuneis,
construção de novas rodoviárias, construção de estações de barcas (atracadouros),
de trens, metro, e outros.
Porém, vejo como problema no Brasil, é que os
governos deveriam respeitar totalmente a Lei 8.666 de junho de 1993, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos
administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade,
compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados e
dos Municípios. O maior erro dos gestores públicos, e a forma de licitar obras
sem projetos executivo e sem detalhamento, pois essa falta de organização e que
leva ao desperdício de dinheiro público e aditivação de contratos, em quase
todos os contratos de obras públicas, país a fora.
Um exemplo: As obras dos Bondes de Santa Tereza, que
tinham valor inicial aproximado em R$ 58,6 milhões, em junho 2013, e já passou
dos R$ 87,1 milhões, ou seja 49% a mais (conforme mostra a matéria do O Globo
de 21/06), o que significa vários aditivos, custos não esperados, ou seja falta
de projeto detalhado e de fiscalização no cronograma de execução das obras.
No caso dos
trens, a Supervia (Concessionária), há muito tempo e palco de cenas lamentáveis,
plataformas fora de padrões, desnível entre o trem e a plataforma que frequentemente
causa quedas de passageiros, panes no sistema que levam os passageiros a caminharem
pelos trilhos até estações, falta de investimentos em Subestações, que já se
encontram subdimensionadas, entre outros.
No
transporte rodoviário, não é diferente, a superlotação dos ônibus nos horários
de pico, já não encontra solução, além de retiradas de várias linhas de ônibus
em toda cidade. Os corredores exclusivos dos ônibus do sistema BRT (Bus Rapid
Transit), implantados pela prefeitura do Rio, como alternativa, que traria
conforto, segurança e rapidez no deslocamento, onde o primeiro corredor
implantado na Transoeste, que completam três anos funcionando. O conforto
deixou de existir, pois foi projetado para aproximadamente 15 mil passageiros /
hora e já passam 17 mil/hora.
No transporte
Aquaviário (Barcas) não é diferente, as novas barcas são mais lentas do que as
antigas, além de não caberem no estaleiro, onde deveriam se ser ancoradas e por
ai vai.
E uma crise
generalizada, a Lei 8.666, acima citada, exige apenas projeto básico para
licitações de obras e de serviços, com isso compromete o planejamento de médio
e longo prazo, não só no Estado do Rio, no município do Rio, mas em todo
Brasil. Já se faz necessário rever esta Lei.
Acredito
muito na gestão do prefeito Eduardo Paes e do Governador Pezão, mas vale uma
capacitação maior para fiscais desses contratos, e a punição daqueles que
apontam obras mal executadas.
sexta-feira, maio 08, 2015
BRASIL: GESTÕES FRANKSTEIN, ONDE SE PEGA UM PEDAÇO DE CADA COISA E REMENDA – RUMOS DA ECONOMIA
O ajuste fiscal de que se tanto fala no Brasil, está só
na conversa, pois não se sabe como vai sair, a primeira medida da reforma foi
aprovada dia 06/05/15 na Câmara dos deputados (abono salarial e seguro
desemprego), tem a discussão sobre a terceirização que não sabemos se sai, já que
o passado não ajuda muito nas previsões do futuro, mas as coisas estão
acontecendo no momento.
Será que
podemos olhar para o Brasil com uma visão mais otimista, ou esquecer qualquer
resposta? O importante e olhar com mais realismo, já que existe uma intenção no
congresso, como também no executivo de caminhar para uma solução melhor para o
país. A indústria foi assaltada, praticamente desestruturada pela política
cambial absurda e outras coisas mais. Quando se fala numa perspectiva de
recuperação depois desse dito ajuste fiscal, temos que acreditar que a
recuperação virá, mas será que vem pelo caminho da indústria? Se a taxa de
câmbio ficar em torno de 3,0 a 3,5 você praticamente melhora, você substitui
aquela produção industrial que foi morta pela desvalorização do câmbio, sabemos
que não vamos conseguir ampliar as exportações, mas vamos pelo menos competir
com as importações que tiraram seu lugar no mercado por conta da valorização
cambial, ai vamos começar a ter um pequeno movimento iniciando por ai.
A inda não é o apocalipse, porem o Brasil
(governo) precisa reconhecer que fez muitas coisas erradas e o povo está pagando um
preço caro por isso.
Quando se olha o custo de transformação e
pega o dinheiro da sociedade para produzir algum tipo de bem estar, ou algum
benefício o custo de transformação dessa máquina está exagerado, o tamanho do
estado e outros. Se fala em controle da inflação, em distribuição de renda, mas
o novo momento não é enfrentar esse agigantamento, essa máquina inchada do
governo brasileiro.
Sabemos pouco sobre o ajuste fiscal, mas uma
coisa sabemos com segurança, o ajuste por questões aritméticas terá que ser
alimentado com aumento de impostos, ou reduzindo as despesas, ou uma combinação
das duas coisas. Sabemos que aumento de impostos são poucos duráveis e pouco
eficiente. Os ajustes que dão ênfase ao corte de despesas são mais duráveis e
mais eficientes para recuperar a economia e o crescimento do país. Isso e
seguro, pois existe centenas de experienciais sobre isso, mas quando se faz
aumento de impostos normalmente em qualquer política econômica nós temos dois
efeitos, um e que provavelmente vamos reduzir o PIB, e o segundo efeito e como
a distribuição desse PIB vai se dividir entre trabalho e o capital. O ajuste
para ser razoável tem que ser equânime, ele tem que dividir os custos, pois é
uma maneira mais equilibrada e leva em conta essa equanimidade.
Está mais que na hora de pensar, pois temos
um estado, (maquina pesada) com 38 ministérios, aproximadamente 37 fundações,
128 autarquias e 140 empresas estatais, fica difícil acreditar que não tem espaço
para mudanças realmente importante nessa estrutura gigante.
O país precisa voltar o orçamento de base (O
orçamento tradicional considera os valores realizados em períodos anteriores
que são ajustados por alterações projetadas de preço e volume. No orçamento de
base, partindo do zero, cada item do orçamento
precisa ser explicitamente aprovado, e não apenas as alterações em relação ao
ano anterior), precisamos reprogramar este estado (país), pois foi
construído meio Frankenstein, onde pega um pedaço de cada coisa e
remenda, os ministérios são só a ponta do problema, são só aparência e serve
para acomodar apadrinhados políticos, o que é um negócio maravilhoso, isso e o tal
presidencialismo de coalizão, que nem preside e nem coaliza, e mais cooptação,
ou melhor dizendo de acomodação.
Não dá para acabar com os ministérios de uma
hora para outra, mas se faz necessário encarregar alguém para cuidar disso,
redimensionar a estrutura de governo, você não vai diminuir o tamanho do estado cancelando os ministérios e
substituir por secretárias, isso não resolve o problema do Brasil. Tem que
delegar a um ministro (fazenda ou planejamento) para fazer isso de uma forma organizada.
O problema e a resistência, pois ela vem de quem já está instalado, não querem mudanças, isto e a coisa mais danosa. Na realidade a esquerda no governo e reacionária quer conservar tudo aquilo que ela acha que conquistou como direito, não querem mudança de forma alguma, só que, o que está ai não cabe no PIB do país, por tanto se o governo não fizer o ajuste fiscal por bem, o mercado vai fazer por mal.
O problema e a resistência, pois ela vem de quem já está instalado, não querem mudanças, isto e a coisa mais danosa. Na realidade a esquerda no governo e reacionária quer conservar tudo aquilo que ela acha que conquistou como direito, não querem mudança de forma alguma, só que, o que está ai não cabe no PIB do país, por tanto se o governo não fizer o ajuste fiscal por bem, o mercado vai fazer por mal.
Fonte: entrevista com professor Delfim Neto no Canal Livre da Band, em 27/04/15.
quarta-feira, abril 22, 2015
REFORMA POLÍTICA NO SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO É UMA SAÍDA REAL?
O atual sistema político eleitoral no Brasil é o chamado PROPORCIONAL DE LISTA ABERTA. A
proporcionalidade representa uma forma avançada do processo eleitoral, porém,
a “lista aberta” de candidatos tem acarretado graves problemas ao sistema
político brasileiro.
O sistema proporcional, recepcionado pela Constituição Federal, foi um
importante avanço democrático no Brasil e no mundo. Neste sistema os
partidos elegem um número de parlamentares, proporcional ao número de votos que
o partido obtém no processo eleitoral. O partido ou a coligação que
obtiver 30% dos votos terá, aproximadamente, 30% da representação
parlamentar. O sistema proporcional brasileiro adota a lista aberta de candidatos,
neste sistema o voto é dado a qualquer dos candidatos da lista. A disputa
eleitoral é realizada em torno do indivíduo e não em torno de projetos que possam
solucionar os problemas da coletividade, do país, dos estados e dos
municípios. Este sistema é injusto, pois
é eleito o candidato que dispuser de mais recursos.
O poder econômico passa a ser o grande diferencial a garantir a eleição. Além
disso, ganha aquele, no partido, que consegue o maior número de votos, e
isto leva a uma guerra entre os candidatos e, consequentemente, à fragilização
dos partidos. Os comitês eleitorais se transformam em verdadeiros partidos
dentro do partido. Este sistema assegura que um candidato com muitos votos
garanta a eleição de outros candidatos inexpressivos, como ocorreu, no passado,
com Enéas e, recentemente, com o deputado Tiririca, o que é ruim para a
população.
O problema do sistema eleitoral atual no Brasil não está na
proporcionalidade, mas sim, na lista aberta de candidatos.
Hoje o sistema é injusto, pois o
financiamento de campanha é misto, com recursos públicos e privados. Os
recursos públicos se destinam ao Fundo Partidário que visa à manutenção da
vida partidária, nas eleições, asseguram o tempo de rádio e televisão utilizado
pelos partidos, o que representa um valor bem alto dos impostos que os cidadãos
brasileiros pagam.
O financiamento dos candidatos se origina de
recursos privados de pessoas físicas e pessoas jurídicas. A contribuição das empresas
ao financiamento das campanhas eleitorais representam aproximadamente 95% do
total arrecadado. Segundo o DIAP, os
empresários têm três vezes mais representantes do que os próprios sindicatos.
Dos 513 deputados e 81 senadores eleitos em 2010, conforme mostrado a
seguir, o Congresso tem, por representação: EMPRESÁRIO - 273; EDUCAÇÃO - 213; RURALISTAS – 160;
SINDICAL – 91; SAÚDE – 79; COMUNICAÇÃO – 69; EVANGÉLICA – 66;
FEMININA – 55 e AMBIENTALISTAS 15.
Isso mostra a influência que, cada vez mais,
a grande maioria dos eleitos representa seus financiadores e não seus
eleitores. Portanto, o poder econômico passa a ter uma representação política
muito grande, ou seja, uma minoria na sociedade se transforma numa maioria.
A presidente Dilma Rousseff sancionou a
Lei Orçamentária de 2015, sem veto, da proposta que triplicou o orçamento do
fundo partidário, que vai chegar a 867,5 milhões, num momento em que o
país passa por um grave ajuste fiscal.
Mas uma vez o povo pagará a conta para ser tão mal representado!
Uma proposta que acho interessante para o Brasil é a chamada ELEIÇÕES PROPORCIONAIS EM LISTA PRÉ-ORDENADA ,
REALIZADA EM DOIS TURNOS, apresentada
pelo Coalizão pela Reforma Política e Eleições Limpas, que vem para fazer
frente às distorções geradas pelo sistema proporcional de lista aberta (Sistema
brasileiro atual).
Neste sistema, no primeiro turno, o voto será dado ao partido, atendendo à
plataforma política e a lista pré-ordenada de candidatos. Neste turno fica
assegurado o debate em torno de idéias e projetos para solucionar os problemas
do país, do estado ou do município. Com o quociente eleitoral será definido o
número de vagas para parlamentares a serem preenchidas por cada partido.
No segundo turno o voto será dado ao candidato. Participarão do segundo
turno os candidatos em número equivalente ao dobro das vagas obtidas por
cada partido. Assim, o partido que obtiver cinco vagas no parlamento, disputará
o segundo turno com os dez primeiros de sua lista de candidatos, onde
caberá ao eleitor dar a palavra final sobre quais candidatos deverão ser
eleitos (um pouco parecido com o sistema Sueco – lá e lista fechada/puro).
Também está em discussão a proposta
do DISTRITÃO, (Sistema Majoritário Absoluto) que consiste em um
processo eleitoral onde são eleitos só os deputados mais votados, sem
considerar os votos nos partidos. As propostas são dos candidatos, e não, dos
partidos.
1) Promover a coincidência das eleições (Prefeitos e
Presidente) - mandato de 5 anos;
2) Proibir coligações;
3) Sistema eleitoral misto; Cláusula de desempenho (5%);
4) Como PL (Projeto de Lei) - financiamento público e
pessoa física; reduzir o tempo de campanha (com isso diminuir a influência
do poder econômico e reduzir os custos das campanhas).
Um caminho para 2016, o voto
DISTRITAL MISTO nas eleições para VEREADORES. A proposta teria a vantagem
de não alterar a regra constitucional que exige a proporcionalidade e, além disso,
teria mais adeptos. Esta modificação abriria espaço para, no futuro, estender a
prática às eleições estaduais e nacionais.
Ao longo do tempo, o espectro político encolherá e se tornará mais nítido.
O PSDB
defende a adoção do SISTEMA DISTRITAL MISTO,
o fim das coligações proporcionais e o financiamento misto de campanha por
pessoas físicas e jurídicas, com fixação de um teto como limite para as
doações.
Segundo
o grupo de Coalizão
pela Reforma Política e Eleições Limpas, o
sistema DISTRITAL MISTO atenua, mas
não elimina os problemas causados pelo sistema majoritário, pois parte de
seus membros é eleito pelo sistema proporcional, e parte pelo sistema
majoritário. Esta divisão reduz, pela metade, a possibilidade de serem eleitos
candidatos que representem interesses de determinados seguimentos da
sociedade. O sistema DISTRITAL PURO (Sistema Americano – no caso Brasil, o país
seria dividido em 513 distritos - número de cadeiras na Câmara Federal. Vale
para estados e municípios), e o SISTEMA DISTRITAL MISTO (Sistema Alemão – 50%
seria eleitos pelos distritos e 50% por votação em lista fechada). Segundo a
Coalizão estes sistemas visa restringir a participação popular no processo
político – opinião deles.
Aqui vai a minha opinião, nas próximas eleições para
Senador, em caso de afastamento para assumir outros cargos no executivo, e ou
morte e cassação do titular deveria assumir o 2º mais votado e não o suplente,
como é hoje.
O importante é aprofundar as discussões sobre esta
reforma, para que tenhamos um processo de democratização do poder político no
Brasil, através de uma reforma que seja boa para o país e mais justa para todos
os cidadãos que queiram se candidatar nas eleições futuras.
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