domingo, julho 22, 2007

O SUCESSO DO MARKETING DO BOCA-A-BOCA

Revista ÉPOCA N.º 479 - 23 de julho 2007 – Editora GLOBO
Não existe sucesso maior que clientes recomendarem seu produto por iniciativa própria. É a opinião dos consumidores que constrói a imagem das empresas. Num primeiro momento, a publicidade até pode mudar o que eles pensam. No longo prazo, a verdade sobre o produto é o que fica. Os consumidores acreditam mais em outros consumidores que nas empresas. Há dois tipos de boca-a-boca. Um deles chama de orgânico: É o espontâneo. O produto é tão bom, ou tão ruim, que as pessoas falam espontaneamente sobre ele. O que as empresas podem fazer quando os clientes falam mal delas? O primeiro passo é saber por que estão falando mal. Identificado o motivo, as empresas precisam entrar na conversa. Se responderem à reclamação, mostrarão que estão genuinamente preocupadas. Assim, os clientes deverão mudar de postura. Ignorar a reclamação é a pior coisa que elas podem fazer.
Como fazer sucesso com boca-a-boca? Leia, abaixo, 16 sugestões para estimular o boca-a-boca, retiradas do livro Word of Mouth Marketing (o marketing do boca-a-boca, em português), de Andy Sernovitz.
1. Procure pessoas que estão falando de você na Internet;
2. Decida em quais conversas vai participar. Comece hoje;
3. Crie um blog;
4. Crie uma nova regra: Pergunte-se se aquela informação é importante e merece ser espalhada em todos os encontros na Internet;
5. Apresente um argumento estrondoso e simples nas discussões;
6. Coloque alguma coisa na porta do seu escritório que vai fazer com que as pessoas lembrem de falar de você para um amigo;
7. Faça uma newsletter para seus interlocutores mais próximos;
8. Escolha um caminho fácil para espalhar o boca-a-boca;
9. Coloque um botão "envie para um amigo" em seu site;
10. Ofereça uma oferta a aqueles que encaminharem seus e-mails;
11. Coloque um pequeno presente e uma ferramenta do boca-a-boca em todos os produtos que enviar;
12. Tenha um espaço privado na Internet para que seus interlocutores mais próximos possam conversar;
13. Peça desculpas pelos seus erros e resolva problemas com rapidez;
14. Associe-se a instituições beneficentes;
15. Faça alguma coisa inesperada;
16. Seja legal.
Para o consultor americano Andy Sernovitz, as empresas têm de dar motivos para o consumidor falar bem delas.
Os Gestores públicos devem ler e reler essa excelente materia da revista ÉPOCA, principalmente os politicos.

domingo, abril 01, 2007

ECONOMIA: DESENVOLVIMENTO COM FOCO CENTRADO E ARTICULADO

No Estado do Rio de Janeiro, precisamos focar o desenvolvimento econômico e social nos grandes pólos, a partir da vocação de cada região. Podemos citar como exemplo a Região do Médio Paraíba, com o Pólo Metal-Mecânico, tendo suas âncoras na siderurgia e nas montadoras, que promoveram uma grande revolução naquela região. Assim também é visto em Friburgo e adjacências, que com o seu pólo de confecção se tornaram competitivo, e hoje, representa, aproximadamente, 20% da produção nacional de moda íntima. Os Pólos Industriais de Santa Cruz e Campo Grande, que têm como âncoras o grupo Gerdau/Cosigua, Michelin e Valesul, As gigantes do aço ThyssenKrupp e Vale do Rio Doce (CSA -Companhia Siderúrgica do Atlântico) que esta implantando sua nova siderúrgica no Pólo Industrial, o volume de investimentos chega a cifras de R$ 9 bilhões, que entre outras, vão promover o crescimento da Zona Oeste da Cidade do Rio, mostrando que a correnteza do Rio corre forte na direção dessa região. O Pólo de Polímeros, o primeiro do gênero no país, foi instalado em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, onde várias empresas transformadoras de plástico já integram o Pólo, devendo criar, até o final de 2007, aproximadamente 20 mil vagas, considerando empregos diretos e indiretos; é o maior empreendimento gás-químico construído na América Latina.
As regiões Norte e Noroeste Fluminense, com a fruticultura, vêm minimizando um antigo problema de desemprego na região, principalmente nos períodos de entressafra da cana-de-açúcar, absorvendo parte da mão-de-obra ociosa em seu processo de produção de suco de frutas cítricas, gerando empregos no setor primário.
Acredito que a melhor política econômica para o Estado do Rio é a interiorização do desenvolvimento, pois vai reduzir a pressão na área da Meso - Região Metropolitana, que está no limite, não suportando mais os altos índices de crescimento demográfico. Se pensarmos um modelo de gestão de desenvolvimento, focando o Estado a partir de um espaço homogêneo, do ponto de vista econômico e social, com certeza não precisaremos fazer grandes esforços. Seguindo esta linha, estaremos pavimentando o caminho para o futuro, pois o desenvolvimento será a base econômica que vai criar condições para que este Estado possa ser pensado no seu conjunto. Com isso vai estagnar o processo de migração, observado por muitos anos, que vem degradando a região metropolitana com o seu crescimento desordenado.
Para melhor atender a toda esta demanda de produção e investimentos, se tornam necessárias à construção do Arco Rodoviário Metropolitano do Rio, com 72 km de estradas, e a urgente duplicação completa da BR-101 (cujo trecho entre Santa Cruz e Itacuruçá já se encontra em obras), possibilitando a eliminação do estrangulamento da BR-040 ao Porto de Itaguaí e propiciando os promissores projetos de fruticultura, entre outros.
O Norte e o Noroeste Fluminense, tão marginalizados nas atenções governamentais há várias décadas, estão a exigir uma ação planejada e conjunta das três esferas de governo, objetivando reverter uma tendência que só aprofunda o seu esvaziamento.
Torço para que o nosso Governador invista em infra-estrutura naquela região, pois não podemos deixar de sonhar que o estado do Rio pode ser celeiro energético, além de petróleo, com produção do Etanol, pois as condições nós temos: Terra, Sol, Água e muita Tecnologia.
ADENIL COSTA
É Diretor de Administração e Finanças – Prefeitura/RIOLUZ
e-mail: adenilmc@terra.com.br

sábado, dezembro 09, 2006

POLÍTICA: Relação de Trabalho e a Arte da Competitividade

Do Ex-Blog de César Maia - 03/12/2006
Dois artigos publicados durante o mês de novembro de 2006
1. Do professor Ulrich Beck da Universidade de Munich. Um lúcido -e raro-pensador de esquerda no mundo de hoje.
Diz ele:
a) Quanto mais às relações de trabalho sejam desregularizadas e flexibilizadas, mais rapidamente a sociedade será transformada de uma sociedade do trabalho em uma sociedade do risco, na qual nem o modo de vida para as pessoas, nem as medidas para o Estado e a política, serão previsíveis.
b) A margem de manobra do Estado é reduzida ao dilema entre financiar um menor nível de pobreza, em troca de um alto nível de desemprego, (como ocorre na maioria dos paises europeus), ou então, aceitar a pobreza evidente com um nível de desemprego menor, como nos EUA.
c) A renúncia à utopia significa a renúncia ao poder. A renúncia aberta à utopia é um cheque em branco ao abandono da política por parte da própria política. Só quem é capaz de entusiasmar-se, ganha apoios e conquista o poder. Quanto mais imaginativa a política, mas crível e grande em seu entusiasmo se converte à pretensão de fazer política, tanto mais forte será, porque reativará sua própria lógica interna.
2. Do professor Natalio Botana -historiador e politólogo Argentino. Um lúcido -e raro- pensador, que articula instrumentos teóricos com análise de conjuntura.
Diz ele:
a) A arte da competitividade-a soma inteligente de alternativas e alternâncias - não se aprende da noite para a manhã. Na realidade, o desenvolvimento de tal estilo depende da capacidade representativa da sociedade civil. Se nossa sociedade é incapaz de fazê-lo e de apresentar alternativas viáveis frente às políticas que encarnam os governos, não há porque se estranhar que os sistemas sem alternância sigam impondo sua lógica.
b) Assim, se provará, mais uma vez, que as hegemonias, personalistas ou de partidos, são também produto da debilidade dos contrários, (da oposição). Na medida em que estes encontram algum vínculo de união, capaz de transcender o mero oportunismo eleitoral, as coisas começam a mudar.

quinta-feira, outubro 05, 2006

SIDERURGICA: INVESTIMENTOS EM SANTA CRUZ –ZONA OESTE DO RIO

A partir de 2009, a Usina Siderúrgica da ThisenKrup – CSA, em fase de construção, em Santa Cruz-Zona Oeste da Cidade do Rio, vai produzir placas de aço que serão exportadas para a Europa e EUA, segundo informações da empresa. A pedra fundamental do empreendimento, feito juntamente com a CIA. Vale do Rio Doce, foi lançada no dia 29/09/06. O investimento na construção da Usina além de um porto, dois alto-fornos e outras instalações voltadas para a produção.
O complexo siderúrgico vai gerar 3 mil empregos diretos e outros 10 mil indiretos, caracterizando um projeto desenvolvimentista, que vai criar um pólo de geração econômica e vai agregar ao cartão de visitas do Rio de Janeiro um empreendimento de sucesso.
Segundo o Presidente da ThysseKrup Steel, KARL URICH KÔHLER, que a siderúrgica é considerada o investimento mais importante da empresa na América Latina.
Site:
www.adenilcosta.com.br

domingo, março 12, 2006

Carreira Executiva: O poder da inteligência moral

Por Gutemberg B. de Macedo
A sociedade moderna brasileira, estupefata, descrente, ferida em sua alma e desmoralizada em seu caráter, assiste – em tempo real, ao vivo e em cores – a uma onda avassaladora de corrupção. Ela varre o País e algumas de suas mais importantes instituições – públicas e privadas – escancarando a corrupção, revelando que, no concerto das nações, somos um dos países mais corruptos do mundo.Inteligência moral não é apenas importante como as demais competências. Ela é a pedra fundamental sobre a qual todas as outras se alicerçam. Afinal, é a inteligência moral que dá significado à vida e à carreira. Ela infunde credibilidade e respeito às ações de um líder e evidencia sua natureza e caráter. Sem ela, todas as outras se desintegram. Daí a advertência do grande mestre budista Shantiveda no livro A Guide to the Bodhisattva’s Way of Life: “Os imaturos trabalham em benefício próprio. Os Budas (iluminados) trabalham em benefício dos outros. Contemple a diferença entre eles”. É bom frisar ainda que 70 por cento dos profissionais desprovidos dessa inteligência encerram a carreira de maneira triste – solitários, esquecidos ou mesmo presos.

domingo, outubro 30, 2005

ECONOMIA: CRESCIMENTO ECONÔMICO – RIO DE JANEIRO - ZONA OESTE

ADENIL COSTA- (Republicação)
Há cerca de 50 anos atraz tínhamos aproximadamente 75% da população brasileira no campo, hoje, aproximadamente 80% vivem nas áreas urbanas, éramos naquela época aproximadamente 51 milhões de habitantes, hoje somos mais de 185 milhões. Já tínhamos uma pesada herança de nossa historia, uma divida social enorme. As graves questões econômicas e sociais acresceram os problemas ambientais e urbanísticos decorrentes, inclusive, por falta de políticas estratégicas de interiorização do desenvolvimento e apoio à agricultura familiar e a agropecuária.
A realidade nacional e, que não pavimentamos o caminho para o futuro para acolher os milhões de compatriotas que chegaram. Os grandes centros urbanos incharam, áreas de risco e de preservação foram ocupadas desordenadamente e os espaços públicos submergiram na onda de especulação imobiliária, dos interesses das empresas construtoras, ressalvadas, é claro a dignas exceções.
A Cidade do Rio de Janeiro continua sendo a vitrine do Brasil, nas importantes manifestações culturais, lutas sociais, política, impasses históricos e poder na cidade maravilhosa. Mas á opção do crescimento do Rio esta na Zona Oeste, a correnteza do Rio corre para a nossa região. Com a perspectiva de grandes investimentos anunciados e alguns já iniciados: A construção da nova fabrica da MICHELIN, em Campo Grande, investimentos aproximados de R$ 460 milhões; GOSIGUA/ Grupo Gerdau - Parque Industrial de Santa Cruz, investimentos na ordem de R$ 950 milhões na construção da nova fábrica de aços especiais e mais R$ 480 milhões na fábrica antiga; Projeto Rio Cim (Rio Cimento) - Parque Industrial de Santa Cruz, investimentos na ordem de R$ 54 milhões; CSA - Companhia Siderúrgica do Atlântico (Joint Venture da Companhia Vale do Rio Doce com a THYSSENKRUPP METALURGICA da Alemanha), que assinou Memorando de Entendimento dia 28/10/05, com a Prefeitura do Rio para implementação de uma usina com investimentos na ordem de US$ 2,5 bilhões, para construção de um dos maiores parques siderúrgicos do Estado do Rio, e vai ser fundamental para a fomentação do setor industrial brasileiro; RANBAXY Industria Química Farmacêutica na área de genéricos, uma multinacional de origem Indiana, que deverá iniciar no ano de 2006, a construção de sua fábrica no Parque industrial de Campo Grande, investimentos de aproximadamente R$ 45 milhões e a implantação da 6ª Loja da MAKRO ATACADISTA, com previsão de inauguração até o mês de dezembro de 2005, na Av. Brasil com acesso pela Estrada do Mendanha, em Campo Grande.
Com a perspectiva do desenvolvimento econômico na região da Zona Oeste, e da Costa Verde, com á ampliação de utilização do Porto de Sepetiba/Itaguaí, nós gestores públicos e executivos, precisamos ter todos os cuidados na fase inicial de implantação das novas fábricas, orientando as empresas ganhadoras das concorrências, para contratar a mão-de-obra local. Com essa estratégia vamos tentar evitar a criação de favelas operarias, no entorno dessas fábricas, e fazer com que esse crescimento da região seja ordenado, prospero e que venha a melhorar ainda, mas a qualidade de vida dos moradores da Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Desenvolvimento Econômico: Rio de Janeiro - Siderúrgica de 2,5 bilhões de dólares criará milhares de empregos na cidade

Viva a Zona Oeste do Rio, a correnteza da cidade corre em sua direção!
Públicado no D.O - 28/10/05
O conglomerado alemão ThyssenKrupp Stahl A.G. - um dos maiores grupos siderúrgicos da Europa - e a Companhia Siderúrgica do Atlântico assinaram Memorando de Entendimento com a Prefeitura do Rio para a construção de uma usina na Zona Oeste da cidade. Na unidade, que deverá entrar em operação em 2008, a ThyssenKrupp e seus associados deverão investir cerca de US$ 2,5 bilhões. O impacto socioeconômico da iniciativa representará efeito multiplicador na economia e na receita tributária da cidade, com a geração de aproximadamente 10 mil postos de trabalho na fase de construção e cerca de 3,5 mil empregos diretos e indiretos durante seu funcionamento. A capacidade de produção será de 4,4 milhões de toneladas anuais de placas de aço.
O complexo industrial compreenderá uma usina siderúrgica, uma coqueria, uma usina termoelétrica e terminais portuários para importação de carvão mineral e exportação das placas. A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) é uma joint venture (associação) da ThyssenKrupp e a Companhia Vale do Rio Doce. Para viabilizar a implantação, a Prefeitura criará as condições para que o empreendimento obtenha redução do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) ou qualquer outro tributo que venha a substituí-lo.