quinta-feira, outubro 06, 2005

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

É aquele que "satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades" (Brundtland, 1998).
Ou seja, é o desenvolvimento econômico, social, científico e cultural das sociedades, garantindo mais saúde, conforto e conhecimento, mas sem esgotar inteiramente os recursos naturais do nosso planeta. Para isso, todas as formas de relação do homem com o meio ambiente devem ocorrer com o menor dano possível ao ambiente.
Os sistemas de produção, de transformação, as políticas, comércio e serviço - agricultura, indústria, turismo, serviços básicos, mineração etc - e o consumo têm de existir preservando sempre a biodiversidade e as pessoas, enfim protegendo a vida no planeta.
Na perspectiva do desenvolvimento sustentável, as indústrias devem controlar a emissão de gases poluentes na atmosfera e evitar lançar resíduos tóxicos no solo e rios, preocupando-se com a implantação de tratamento de efluentes cada vez, mas eficazes; a agricultura deve buscar reduzir o uso de agrotóxicos e o desmatamento de áreas naturais - matas, cerrados etc; as cidades devem respeitar as áreas de florestas, rios, córregos e lagos que protegem seus mananciais e reduzir o volume de resíduo.
De modo geral, as pessoas devem tomar atitudes como não desperdiçar água, que é ouro do futuro, destinar corretamente seu lixo, consumir alimentos mais saudáveis, preservar bosques e todo tipo de área verde.
Desde a década de 40, o mundo percebe que o modelo de desenvolvimento vigente não é sustentável. Em 1948, autoridades reconheceram formalmente os problemas ambientais, na reunião do Clube de Roma, que constatou a finitude dos recursos naturais e solicitou o estudo intitulado Limites do Crescimento (Meadows, 1992), publicado por ocasião da 1.ª Conferência Mundial do Meio Ambiente (1972), em Estocolmo.
Mas foi na Eco-92, realizada na Cidade do Rio de Janeiro, que o termo se consolidou numa proposta referendada por mais de 170 paises.
Com a criação de nova legislação, como o PEU (Projeto de Estruturação Urbana), e Leis que promovam o crescimento da Cidade do Rio de Janeiro e da Zona Oeste, tenho certeza que o engessamento do crescimento econômico e social sustentável dessa região, vai deixar de existir.
Vou destacar nessa edição, um exemplo, como uma Lei pode mudar a história de uma cidade, e pavimentar o seu caminho para o futuro. O Prefeito César Maia enviou um projeto de Lei Complementar, do executivo para Câmara dos Vereadores, que foi aprovada pelos mesmos, em março de 2005. Essa Lei nº 76 de 2005 está permitindo a construção da nova fábrica da Michelin. A empresa a fim de responder a crescentes necessidades do mercado mundial e nacional de pneus para Veículos de Mineração e Terraplenagem, esta inciando um investimento de aproximadamente US$ 200 milhões, onde vai fabricar pneus dessa categoria, junto à unidade industrial existente já especializada na fabricação de pneus, câmaras de ar e protetores para ônibus e caminhões, localizada na Estrada da Cachamorra, em Campo Grande, Rio de Janeiro, desde 1980, quando foi instalada a primeira fábrica da Michelin em território nacional. Essa nova unidade deverá gerar aproximadamente 400 empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos, com a previsão para entrar em funcionamento em 2007. Que vai gerar um grande impacto na geração de trabalho e renda nessa região e em todo o seu entorno. Hoje, a Michelin do Brasil, gera no Brasil aproximadamente 5.000 mil empregos, nas duas unidades industriais, duas unidades agroindustriais e nos seus diversos escritórios espalhados por todo o país.

ADENIL M. COSTA
Subprefeito de Campo Grande
e-mail: adenilmc@aol.com

Artigo públicado no Jornal A Trombeta da Zona Oeste
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